“Faremos tudo para garantir a segurança no espaço público”

A Câmara de Sintra aprovou esta terça-feira um despacho municipal assinado do presidente da autarquia, Basílio Horta que proíbe que sejam frequentados os parques urbanos e jardins do concelho e todas as praias do concelho, decisão no âmbito da pandemia por Covid-19, que atinge Portugal.

Basílio Horta, presidente da Câmara Municipal de Sintra

“É uma situação de gravidade extrema” refere Basílio Horta, numa mensagem vídeo publicada nas redes sociais, acrescentando que “somos o país do mundo com maior número de casos por milhão de habitantes e o quarto pais do mundo com maior número de óbitos”.

No concelho de Sintra, “não obstante estar a baixo da média na região de Lisboa, estarmos em risco muito elevado, quando a grande maioria do concelhos está em risco extremamente elevado”, sublinha o presidente da Câmara, acrescentando que “isso não nos deve fazer esquecer a enorme preocupação e responsabilidade” que todos devemos ter.

“Neste momento Sintra tem 5245 casos ativos. Há pouco mais de um mês, não chegava aos 1800”, anunciou o autarca, adiantando que o município regista “por dia entre 450 e 500 casos de novas infeções. O Hospital Amadora-Sintra tem neste momento 238 casos de Covid em enfermaria e creio que 27 em unidade de cuidados intensivos”, refere Basílio Horta, acrescentando que “se não tivéssemos conseguido garantir, juntamente com a [Câmara] da Amadora, um aumento das urgências e o aumento [da capacidade] da enfermaria para casos Covid, a situação que hoje, que já é trágica, seria completamente insustentável. É pois uma situação que nos leva a manter e aprofundar tudo o que temos vindo a fazer de combate sanitário, mas que nos exige agora uma intervenção no espaço público”, sublinha o autarca.

Despacho Municipal

“Não podemos continuar a ver ao fim de semana e em alguns dias da semana, as praias [concelho de Sintra] com gente, o estacionamento cheio de carros e muita gente sem máscara! Isso é uma ameaça tremenda à nossa comunidade”, refere Basílio Horta, assegurando que “faremos tudo o que for necessário, para garantir a segurança no espaço público. Agora, não vale a pena proibir se não houver meios de autoridade do estado que garantam e exercício e o respeito por essa proibição”, refere.

O presidente da Câmara deu conta de um despacho municipal e de uma reunião de trabalho com o comando da GNR e da PSP, por forma a que estas forças de segurança, juntamente com a Polícia Municipal de Sintra garantam entre outros pontos, “a proibição de estacionamento e frequência nas praias”, mas também “uma fiscalização de proximidade nas nossas escolas” e ações de “fiscalização de proximidade em todas as estações de mobilidade pública”, bem como nas estradas e das ruas de acordo com o determinado pelo governo. “Finalmente, uma fiscalização próxima de estabelecimentos, identificados pelas autoridades, por não respeitarem as normas que lhes aplicadas”, faz saber o autarca.

Equipas multidisciplinares vão passar a dez

Mais de 14 mil pessoas foram já contactadas pelas equipas multidisciplinares, formadas pela Câmara de Sintra, que se dedicam inteiramente ao apoio a casos ativos de COVID-19 no concelho. Estão de momento no terreno nove equipas multidisciplinares num trabalho que permitiu, desde o início de julho de 2020, realizar cerca de 5200 visitas a agregados familiares. “Começamos com seis equipas pluridisciplinares que visitaram pessoas confinadas. Estamos neste momento com nove equipas e eventualmente criaremos brevemente uma décima equipa”, anunciou Basílio Horta.

(…) “A nossa responsabilidade tem que ser repartida, por todos e por cada um de nós” [Basílio Horta]

A autarquia de Sintra continua a distribuir gratuitamente material de proteção a toda a população através dos postos móveis criados para prestar apoio e informação para a prevenção e diminuição dos riscos de contágio por Covid-19. “Já foram distribuídos pelo concelho, mais de um milhão de máscaras e desinfetante e vamos continuar e aprofundar este combate sanitário”, sublinha o presidente da Câmara.

Já na parte final, “a nossa responsabilidade tem que ser repartida, por todos e por cada um de nós”, refere o presidente da Câmara de Sintra, apelando “encarecidamente que sejam respeitam todas as normas de segurança, com responsabilidade, solidariedade e sentido de inteligência, para nos protegermos”.