Greve na CP “sem serviços mínimos” indigna Basílio Horta

O presidente da Câmara de Sintra apela ao Governo e sindicados para “negociarem” e ao Tribunal Arbitral que “repense a decisão de não definir serviços mínimos” para a greve na CP esta sexta-feira

Basílio Horta apela ao Governo e sindicatos, “para se sentarem à mesa e negociarem”, considerando o resultado da greve sem serviços mínimos, “intolerável para as famílias” | Foto: arquivo

Basílio Horta está “indignado” com a greve de comboios, na Linha Sintra, marcada para esta sexta-feira, 7 de dezembro, “sem serviços mínimos”, e que vai deixar uma parte importante da população do concelho, sem transporte público.

Em declarações à rádio TSF, o presidente da Câmara de Sintra, vai mais longe e pede ao Tribunal Arbitral que “repense a decisão de não definir serviços mínimos” para a greve de  sexta-feira, acrescentando “não compreender essa decisão”, negativa para os munícipes do concelho: “É o caos para milhares de pessoas que usam todos os dias a linha de comboios de Sintra”.

Segundo o presidente da Câmara de Sintra, “o impacto é de tal forma negativo, que o mínimo de responsabilidade obriga a repensar, a decisão de não haver serviços mínimos”, chama a atenção o autarca, manifestando a sua indignação com problemas que se “agravam todos os dias”, dando como exemplo “atraso de comboios e comboios suprimidos, – [muitos] em péssimas condições” -, mas também o estado de algumas das Estações de Comboios, “em condições deploráveis”, onde “entra o frio no inverno e calor é enorme no verão”, falando ainda de “escadas rolantes que não funcionam: é tudo isto que nos indigna”, lamenta,  indignado, Basílio Horta, à TSF.

A terminar, o presidente da Câmara de Sintra lança um apelo ao Governo e aos sindicatos, “para se sentarem à mesa e negociarem”, considerando que o resultado da greve “é intolerável para as famílias, as únicas afetadas pela decisão”.

Recorde-se, esta sexta-feira está marcada uma greve de 24 horas, que deve paralisar os comboios em todo o país.