1.218 quedas de árvores, 53 movimentos de massas, 98 inundações, 441 quedas de estruturas e 75 limpezas de vias | Foto: DR CMS - arquivo

O balanço feito às 09h00 feito esta manhã de domingo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), recorda que inicialmente classificado como furacão, Leslie, começou a atingir o território do Continente, ao início da noite de sábado, como depressão pós-tropical, “atingindo o seu pico de intensidade no final da noite deste dia e no início da madrugada de dia 14, período a partir do qual começou a perder intensidade”, sulinha o comandante Belo Costa,

Durante esse período foram registadas “1.890 ocorrências, divididas pelos seguintes tipos: 1.218 quedas de árvores, 53 movimentos de massas, 98 inundações, 441 quedas de estruturas e 75 limpezas de vias”.

A tempestade provocou 27 feridos leves e 3 assistidos, 61 desalojados, dos quais 57 no distrito de Coimbra um em Leiria e três em Viseu. “Operacionais temos apenas a registar ferimentos em dois bombeiros, o resto são civis”, revelou ainda.

Houve, “324.400 pessoas afetadas pelos cortes de energia estradas cortadas em diversos sítios, danos em inúmeros veículos e habitações”. Mas o número de pessoas afetadas sem eletricidade “é neste momento muito menor”.

“Apesar do período mais crítico ter passado, a Proteção Civil mantém os estados de alerta definidos, ou seja, vermelho para os distritos de Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal, estado de alerta especial laranja para os distritos de Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda, Portalegre, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu e estado de alerta especial amarelo para o distrito de Faro”.

De acordo com o comandante, o distrito de Coimbra foi o mais afetado, seguindo-se os de Aveiro, Leiria e Viseu. Espalhados pelos vários distritos ainda se mantêm “cerca de 1200 operacionais no terreno e mais de 900 ocorrências em curso”, refere.

O pior já passou

Segundo a Proteção Civil “neste momento os maiores perigos já passaram”. “Estamos num momento em que a curva de ocorrências está numa fase descendente, isto é não estamos a registar novas ocorrências, estamos sim a fechar as ocorrências que vêm da noite”, explicou Belo Costa.

De todos os distritos “Lisboa não foi dos distritos mais afetados, Coimbra foi o pior e Lisboa foi o quinto mais afetado e a principal preocupação mantém-se “no rescaldo de todas estas ocorrências, com a desobstrução de vias, com a reposição da normalidade da vida”, garantiu.

Ao longo da tarde, a ANPC pretende “desgraduar estes alertas”, depois do briefing que vão fazer com o IPMA, pelas 11h00.