Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, estima que o mau tempo dos últimos dias tenha causado prejuízos na ordem dos cinco milhões de euros naquele concelho. A autarquia já estabeleceu, por isso, um plafond para o fundo que vai criar com vista a apoiar os comerciantes.

“A Câmara estabeleceu um fundo que foi anunciado de 1,5 milhões de euros destinado particularmente a ajudar comerciantes ou pessoas, famílias, que tivessem prejuízos significativos durante as cheias”, começou por explicar, salientando que este valor tinha sido indicado quando as autoridades tinham contabilizado cerca de 3,6 milhões de euros. “Foi em função disso que estabelecemos esse fundo.”

Contudo, segundo o autarca, as segundas cheias fizeram aumentar o valor dos prejuízos, que que estão “agora na ordem dos cinco milhões de euros” e “naturalmente que em função disso é possível que a câmara possa alterar”.

Segundo Isaltino Morais, a percentagem do apoio atribuído pela câmara começa em 50% para “prejuízos até cinco mil euros” e “termina em cerca de 20% nos prejuízos acima dos 100 mil euros”.

O presidente da Câmara de Oeiras, que hoje acompanhou a ministra da Presidência durante uma visita aos estragos deixados pelo mau tempo naquele concelho, admitiu ainda que o impacto fosse maior.

“Aquele primeiro resultado dos 3,6 milhões, que agora estimamos que possa ir aos cinco milhões… Tendo em conta a dimensão deste fenómeno, até tivemos sorte”, afirmou aos jornalistas.

Segundo o autarca, a atribuição dos valores também será rápida. O fundo de ajuda deverá ser aprovado “já no dia 21 desde mês”, seguindo para Assembleia Municipal “no princípio de janeiro”. “O nosso calendário é a câmara começar a pagar as indemnizações que tem a pagar a partir de dia 15 de janeiro”, concluiu.

“O problema [dos comerciantes] é realmente ter um apoio imediato. O apoio para infraestruturas, que eventualmente até pode ser pago pelo Governo – esse pode esperar algum tempo. Agora, os comerciantes, para poderem reabrir – e se possivel ainda antes do Natal – têm de receber essa ajuda ou ter a perspetiva de que vão receber essa ajuda nos próximos 15 dias, um mês”, asseverou.

A Câmara de Oeiras já tinha anunciado, após o primeiro episódio de mau tempo, na noite de 7 de dezembro, que iria criar um fundo para apoiar os comerciantes na sequência dos estragos provocados pelo mau tempo. O objetivo seria ajudar os comerciantes a recuperarem as suas atividades, “independentemente de eventuais apoios que o Governo venha a considerar atribuir”.