João Luís Barreto Guimarães vence Prémio Pessoa

João Luís Barreto Guimarães vence Prémio Pessoa, distinção anunciada no Palácio Seteais, em Sintra

O poeta João Luís Barreto Guimarães foi o vencedor da edição deste ano do Prémio Pessoa, que distingue uma figura ilustre da vida cultural e artística em Portugal. O anúncio foi feito pelo júri, esta quinta-feira, no Palácio de Seteais, em Sintra.

João Luís Barreto Guimarães é médico cirurgião plástico reconstrutivo no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, poeta, tradutor e autor de vários livros.

O Prémio Pessoa, no valor de 60 mil euros, é uma iniciativa do semanário Expresso e da Caixa Geral de Depósitos, e visa “representar uma nova atitude, um novo gesto, no reconhecimento contemporâneo das intervenções culturais e científicas produzidas por portugueses”.


João Luís Barreto Guimarães

Além de poeta e tradutor, João Luís Barreto Guimarães, que nasceu no Porto em junho de 1967, é médico, professor de poesia no ICBAS/Universidade do Porto, e publicou o primeiro livro de poemas, Há Violinos na Tribo, em 1989. Depois desse, seguiram-se Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991), Este Lado para Cima (1994), Lugares Comuns (2000), 3 (poesia 1987-1994), em 2001, Rés-do-Chão (2003), Luz Última (2006) e A Parte pelo Todo (2009).

Seguiram-se na Quetzal Editores, Poesia Reunida de 2011; Você está Aqui (2013), traduzido em Itália; Mediterrâneo (2016) distinguido com o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e publicado em Espanha, Itália, França, Polónia e Egipto; Nómada (2018) distinguido com o Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand e com o Prémio Literário Armando da Silva Carvalho, publicado também em Itália; a antologia O Tempo Avança por Sílabas (2019), editada também na Croácia, Macedónia e Brasil; e Movimento (2020). Finalista do Premio Internazionale Camaiori, em Itália, com Mediterraneo, em 2019, e Nomade, em 2020, recebeu o Willow Run Poetry Book Award 2020, nos EUA, com Mediterranean.

Está representado em antologias e revistas literárias de Portugal, Espanha (castelhano e catalão), França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália, Hungria, Bulgária, Roménia, Eslovénia, Sérvia, Croácia, Montenegro, Macedónia, México, Uruguai, Chile, República Dominicana, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Leu a sua poesia no México, Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Croácia. Recebeu o Prémio Criatividade Nações Unidas em 1992. Além da Medicina, divide o seu tempo entre o Porto (frente ao rio) e Venade (no coração da serra, perto de Caminha, Alto Minho).

Lista das personalidades distinguidas com o Prémio Pessoa:

2022 – João Luís Barreto Guimarães (poeta).
2021 – Tiago Pitta e Cunha (jurista).
2020 – Elvira Fortunato (cientista).
2019 – Tiago Rodrigues (ator, encenador e dramaturgo).
2018 – Miguel Bastos Araújo (geógrafo).
2017 – Manuel Aires Mateus (arquiteto).
2016 – Frederico Lourenço (filólogo, escritor, tradutor).
2015 – Rui Chafes (escultor).
2014 – Henrique Leitão (historiador de ciência).
2013 – Maria Manuel Mota (investigadora).
2012 – Richard Zenith (investigador).
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta).
2010 – Maria do Carmo Fonseca (investigadora).
2009 – Manuel Clemente (cardeal-patriarca de Lisboa).
2008 – João Luís Carrilho da Graça (arquiteto).
2007 – Irene Flunser Pimentel (historiadora).
2006 – António Câmara (investigador).
2005 – Luís Miguel Cintra (ator, encenador).
2004 – Mário Cláudio (escritor).
2003 – José Joaquim Gomes Canotilho (constitucionalista).
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador).
2001 – João Bénard da Costa (historiador de cinema).
2000 – Emmanuel Nunes (compositor).
1999 – Manuel Alegre (escritor) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo).
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquiteto).
1997 – José Cardoso Pires (escritor).
1996 – João Lobo Antunes (investigador, neurocirurgião).
1995 – Vasco Graça Moura (escritor e tradutor).
1994 – Herberto Helder (poeta).
1993 – Fernando Gil (ensaísta).
1992 – António e Hanna Damásio (investigadores).
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo).
1990 – Menez – Maria Inês da Silva Carmona Ribeiro da Fonseca (artista plástica).
1989 – Maria João Pires (pianista).
1988 – António Ramos Rosa (poeta).
1987 – José Mattoso (historiador).

[atualizada, 12h43]