Palácio Nacional de Mafra | Frame: Nuno Castro / youtube

O secretário executivo da Comissão Nacional da UNESCO, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Sérgio Gorjão, é o diretor do Palácio Nacional de Mafra, substituindo Mário Pereira, que se aposentou em setembro, anunciou hoje a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).

Questionada pela Lusa, a DGPC confirmou que Sérgio Gorjão foi escolhido para dirigir o Palácio Nacional de Mafra, no âmbito do concurso lançado para este monumento, tomando posse a 01 de janeiro.

Sérgio Gorjão, 50 anos, exerce funções de secretário executivo da Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), no Ministério dos Negócios Estrangeiros, desde março de 2020.

Fez parte da equipa técnica e científica que elaborou o dossiê de candidatura do Real Edifício de Mafra, do qual faz parte o palácio, a Património Mundial a UNESCO, entre 2016 e 2020, ano em que veio a ser inscrito.

Licenciado em História pela Universidade de Lisboa, mestre em Museologia pela Universidade Lusíada e doutorando em Arquitetura pela Universidade de Lisboa, é técnico superior da DGPC, desempenhando funções no Palácio Nacional de Mafra.

Possui ainda formação complementar nas áreas da Museologia, Património Cultural, História da Arte, Filosofia, Estudos Orientais e gestão pública.

Foi ainda coordenador da Rede de Museus e Galerias Municipais e dos Serviços de Cultura da Câmara Municipal de Óbidos.

Sérgio Gorjão vai substituir Mário Pereira, que esteve no cargo durante 13 anos, até setembro, altura em que se aposentou.

A coordenadora do serviço educativo do Palácio Nacional de Mafra, Fernanda Santos, foi designada pela DGPC para assumir o cargo temporariamente, desde 28 de setembro, até estar concluído o processo concursal e tomar posse o novo diretor, de acordo com o despacho publicado hoje em Diário da República.

Fernanda Santos, de 65 anos, que não se candidatou, desempenhou funções, em regime de substituição, como diretora do Palácio Nacional de Mafra entre setembro de 1989 e setembro de 1991, e, desde 1995, era coordenadora do serviço educativo do monumento.

A realização de concursos para as direções de equipamentos culturais da DGPC – pela primeira vez com dimensão internacional – enquadra-se no novo regime jurídico de autonomia de gestão, e tem estado a decorrer em três fases.

Em maio e junho do ano passado, este organismo do Ministério da Cultura publicou os avisos de abertura de concursos para a direção de museus, palácios e monumentos tutelados, ambos publicitados em Diário da República e na imprensa nacional e internacional.

Depois da fase de receção de candidaturas, seguiram-se a seleção legalmente definidas para este tipo de procedimento concursal, nomeadamente a avaliação dos candidatos por júris.