Ministra da Saúde prevê “agravamento” de impacto sobre serviços

Conferência de imprensa

Marta Temido, ministra da Saúde admite o “agravamento” do impacto da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 sobre os serviços de saúde, ainda que os cuidados hospitalares tenham registado “níveis estáveis” nos últimos dados disponíveis.

A ministra da Saúde revelou que as estimativas da presença da variante Ómicron em Portugal indicam já uma prevalência de 20%, que poderá subir para 50% na semana do Natal e 80% no final do ano.

“Prevemos um agravamento. (…) Estamos com uma utilização de serviços de saúde que começa a ressentir-se de uma procura mais intensa”, disse Marta Temido, em conferência de imprensa no Ministério da Saúde, adiantando que as administrações regionais de saúde já fizeram “38 acordos para encaminhamento de utentes covid e não covid” com outras unidades de cuidados hospitalares.

“Temos de estar preparados”, frisou, antecipando o “agravamento” do cenário, com “muito mais casos” da variante Ómicron em Portugal, “embora a maioria com menor gravidade”.

Incerteza sobre o comportamento da nova variante

A ministra disse que as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) apontam para uma duplicação de casos da variante Ómicron a cada dois dia, sublinhando a “aparente menor gravidade da doença e consequente (menor) letalidade e a aparente diminuição da efetividade vacinal após o esquema primário conta a infeção”.

Marta Temido sublinhou a incerteza sobre o comportamento desta nova variante do coronavírus e afirmou que “os próximos dias serão decisivos para perceber o impacto da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 e da “resposta proporcional” aplicada com as medidas definidas pelo Governo.

“O que sabemos é que, se a variante se transmite mais, cada um tem de fazer mais. Mais uso de máscara, mais testes, mais vacinação e mais controlo de fronteiras. Todos temos de estar preparados para fazer mais”, afirmou.

Marta Temido frisou ainda que numa situação de subida de casos, mesmo que com menor gravidade, subirá também o volume de pessoas a precisar de internamento e os eventuais óbitos. “Neste contexto de incerteza, precisamos de cumprir com as lições aprendidas”, insistiu.

Conferência de Imprensa: