Graça Freitas, diretora Geral da Saúde

A diretora-geral da Saúde esclareceu, esta quarta-feira, que os dados sobre o número de novos casos no concelho de Sintra não foram disponibilizados durante quatro dias, adiantando que nesse período registaram-se, em média, 41 casos por dia.  

No boletim epidemiológico de terça-feira, estavam atribuídos a Sintra 182 novos casos, sendo apenas indicado que este número incluía atualizações das notificações médicas dos últimos quatro dias.

Questionada sobre estes valores, durante a conferência de imprensa diária sobre a situação epidemiológica em Portugal, Graça Freitas adiantou apenas que, em média, verificaram-se 41 novos casos em cada dia. “Não quer dizer que em determinados dias não tenha havido mais casos do que noutros”, ressalvou.

Segundo a explicação da diretora-geral, os dados incluídos nos boletins diários da Direção-Geral da Saúde (DGS) resultam do reporte feito pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, na sua vertente médica e laboratorial.

“O que aconteceu com Sintra foi que durante quatro dias não tivemos acesso a esses dados e sabíamos que não tínhamos acesso a esses dados porque não estavam a ser notificados nos nossos sistemas”, justificou, acrescentando que são feitos acertos diariamente.

Graça Freitas referiu ainda que, por vezes, também têm de ser feitas correções na informação disponibilizada no boletim, designadamente em relação à atribuição de casos a determinada região, dando o exemplo de um caso que na terça-feira era atribuído à Região Autónoma da Madeira, mas hoje já não constava.

O caso, explica, tratava-se de um estudante que regressou de Coimbra, onde estuda e onde foi testado, tendo sido, inicialmente, considerado um novo caso na Madeira, importado do continente. “Mas hoje a Madeira decidiu que não e, por isso, hoje esse caso contou para Coimbra”, acrescentou.

“Temos de olhar para estes números sempre com estas pequenas diferenças, que têm a ver com a correção do verdadeiro local de residência das pessoas e, de facto, de um dia para o outro há pequenas alterações”, disse, sublinhando que não são erros na informação, mas “afinamentos”.

Sobre a situação epidemiológica na região de Lisboa e Vale do Tejo, Graça Freitas acrescentou ainda que as autoridades da zona oeste estão a detetar pequenos focos, sublinhando que estes estão a ser controlados, através da realização de testes e da identificação dos casos positivos.

Recorde-se, o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, manifestou-se indignado com o novo método de contagem do número de infetados no concelho, afirmando que a situação está a causar um grande “alarme social. Passam dias sem contar os nossos  infetados e depois somam os números todos e colocam no relatório. Isso causa um grande alarme e uma imagem errada do concelho”, Basílio Horta à agência lusa.