Sintra atribui liderança no ‘ranking’ de eficiência financeira ao controlo de despesa, dívida e investimento

Entre os municípios de grande dimensão, a autarquia de Sintra assume a liderança do ‘ranking’ de eficiência financeira desde o Anuário de 2013.

Centro Histórico de Sintra | Foto: arquivo

A Câmara de Sintra disse hoje que a posição de liderança que a autarquia conquistou no ‘ranking’ global do Anuário Financeiro 2018, resulta de três princípios estruturais, designadamente “controlo da despesa”, “pagamento das dívidas” e “aumento do investimento”.

“A melhor forma de assegurar o futuro é garantir a sustentabilidade financeira das contas públicas”, afirmou o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, em comunicado, após a divulgação do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018, que coloca Sintra como “o município português com maior eficiência financeira”.

Dos 308 municípios portugueses, independentemente da dimensão, Sintra obteve a pontuação máxima registada no ‘ranking’ global do Anuário Financeiro 2018, com 1.782 num total de 2.000 pontos.

Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018, que coloca Sintra como “o município português com maior eficiência financeira”

Entre os municípios de grande dimensão, a autarquia de Sintra assume a liderança do ‘ranking’ de eficiência financeira desde o Anuário de 2013.

“Na Câmara Municipal de Sintra temos três princípios estruturais: controlar a despesa, pagar as dívidas e aumentar o investimento”, declarou Basílio Horta, considerando que foi esta a estratégia reconhecida pelo Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018.

Cerca de 80% dos municípios portugueses fecharam 2018 com uma situação “pouco saudável” em termos de eficácia e eficiência na gestão financeira, segundo o ‘ranking’ global do Anuário Financeiro.

Entre os 308 municípios portugueses – organizados por dimensão, dos quais 24 definidos como grandes, 98 médios e 186 pequenos -, 245 autarquias (79,5%) obtiveram uma pontuação inferior a 50% da pontuação total do ‘ranking’ (menos 1.000 pontos do total de 2.000 pontos).

Destes, a maioria (159) são de pequena dimensão, seguindo-se 76 médios e 10 grandes.

O ‘ranking’ da eficiência financeira inclui 11 indicadores, incluindo o índice da dívida, o peso do passivo e o índice de liquidez.

Municípios com “situação pouco saudável”

Os municípios com pontuação inferior a 50% da pontuação total “estarão numa situação pouco saudável do ponto de vista da harmonia dos indicadores selecionados, podendo percecionar-se dificuldades num enquadramento de eficácia e eficiência financeira”, de acordo com o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2018.

“A pontuação máxima registada foi de 1.782 pontos e foi assinalada por Sintra, município de grande dimensão. A segunda maior pontuação foi de 1.756, tendo sido atribuída ao município de Marinha Grande, município de média dimensão”, apurou o Anuário Financeiro, destacando, entre os de pequena dimensão, Ponta do Sol, que teve “1.537 pontos, isto é, 76,9% da pontuação total máxima”.

Numa análise por distritos, verificou-se que Lisboa, Faro, Leiria, Setúbal e Aveiro foram os que conseguiram integrar “mais de metade dos seus municípios na lista dos 100 melhores municípios”.

O Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses é publicado desde 2003 com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e a colaboração do Tribunal de Contas, com o objetivo de ser uma referência na monitorização da eficiência do uso de recursos públicos pela administração local.

A edição de 2018 foi coordenada pela investigadora Maria José Fernandes, do Instituto politécnico do Cávado e do Ave.

Fotografia: António Manuel Silva (Rouxinol de Pomares)