Freguesia de Belas contra encerramento dos CTT

    A autarca "reforçou a total oposição da Junta de Freguesia ao encerramento do posto que serve mais de seis mil habitantes e uma larga zona industrial"

    Paula Alves, Presidente da União de Freguesias de Queluz e Belas | Foto: Sintra Notícias

    Paula Alves, presidente da União de Freguesias de Queluz e Belas, reuniu na quinta-feira, com os CTT, a propósito das notícias divulgadas junto dos órgãos de comunicação social, relativas à intenção dos CTT em proceder ao encerramento de vários postos, incluindo o de Massamá Norte/Casal da Barota, na Rua Filipa de Lencastre, em Belas.

    A autarca “reforçou a total oposição da Junta de Freguesia ao encerramento do posto que serve mais de seis mil habitantes e uma larga zona industrial”, adiantando que a Câmara de Sintra, através do Presidente da Câmara, Basílio Horta, “transmitiu à Junta de Freguesia que está ao lado da população e da Junta contra o encerramento do posto e que solicitou uma reunião com o Ministro da Tutela”.

    Como o SINTRA NOTÍCIAS avançou, os CTT apresentaram à comissão de trabalhadores uma proposta de encerramento de 22 lojas, entre as quais a o posto da Rua Filipa de Lencastre, no Casal da Barota, na união de Freguesias de Queluz e Belas, no concelho de Sintra.

    “A estação que querem fechar insere-se no núcleo de Queluz-Massamá, onde vivem 80 mil pessoas, que é servido por três estações dos CTT, onde já há filas enormes”, explicou Basílio Horta, considerando que o eventual encerramento de uma loja deixará a população apenas com duas estações, “bastante afastadas uma da outra”, frisou o presidente da Câmara de Sintra.

    Indignado, “isto é impossível acontecer, portanto vou propor na reunião da vereação que façamos uma carta à administração dos CTT, dizendo que não concordamos com este encerramento, para repensarem a decisão, e ao mesmo tempo pedir uma audiência urgente ao ministro da tutela, Pedro Marques”, criticou Basílio Horta, considerando que “o Governo tem de ponderar isto e, se o serviço público não estiver a ser cumprido, tem que retirar [a concessão]”, salientando que só no Casal da Barota são abrangidas “cerca de 40 mil pessoas” e outras tantas em Massamá.

    CTT esclarece

    Num esclarecimento enviado às redações, os CTT referiram que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”.

    Em causa estão os seguintes balcões: Junqueira, Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Belas/Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Porto), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes), Aldeia de Paio Pires (Seixal) e Arco da Calheta (Madeira).