Fogo em Pedrógão Grande é dos mais mortíferos nas últimas décadas com 61 mortos

TRAGÉDIA | 62 mortos já confirmados pelo Governo

Incêndio em Pedrogão Grande | Foto de Paulo Cunha da agência LUSA - arquivo

O fogo que no sábado deflagrou no concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, é um dos que mais vítimas mortais provocou nos últimos anos em Portugal, com o número de vítimas a subir para os 62 mortos, avançou o secretário de Estado, Jorge Gomes, [às 13h03] esclarecendo que duas das vítimas surgem na sequência de um acidente, relacionado com o incêndio de Pedrógão Grande.

  • Dezasseis vítimas mortais eram ocupantes de veículos que foram apanhados pelas chamas, os restantes por inalação de fumos. Todos os mortos são civis, segundo o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
  • Entretanto, fonte da GNR indicou às 2h02 que a chegada dos operacionais a aldeias que foram totalmente queimadas permitiu confirmar a existência de mais vítimas mortais, não se avançando para já com números exatos.
  • Em Oeiras, António Costa afirmou aos jornalistas, a partir da sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide, que o número de vítimas mortais do incêndio em Pedrógão Grande foi revisto para 24, acrescentando que o “número deverá ser superior”.
  • (Atualização 10h00) O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, voltou a atualizar o balanço de mortos em Pedrógão Grande. São já 57 as vítimas mortais desta tragédia. O número de feridos mantém-se nos 59, de acordo com o balanço feito pelas 10h00.
  • (Atualização 13h00) O número de vítimas sobe para os 62 mortos, avança o secretário de Estado, Jorge Gomes, esclarecendo que duas das vítimas surgem na sequência de um acidente, relacionado com o incêndio de Pedrógão Grande.
  • (atualização 17h30) Às cinco e meia da tarde estavam confirmadas 61 vítimas mortais neste incêndio. De acordo com a Proteção Civil o combate ao incêndio em Pedrógão Grande está a ser feito por 870 operacionais, apoiados por 268 viaturas e dez aviões.

Polícia Judiciária e Instituto Nacional de Medicina Legal já estão no local para proceder à devida identificação dos cadáveres. Estas vítimas já confirmadas “concentram-se em vias de circulação ou nas suas imediações”.

“Houve uma situação meteorológica particular, a partir das 14h00, entre Coimbra e o norte do Alentejo, com a sucessão de trovoadas secas, que terão estado na origem destes incêndios e que terão gerado fenómenos meteorológicos de grande concentração e violência, como este que gerou estas vítimas”, afirmou.

Serra de Sintra – setembro de 1966

Na memória dos portugueses estão os grandes incêndios registados em 2003, de norte a sul do país, e que provocaram duas dezenas de mortos.

Há mais de 50 anos, em setembro de 1966, um fogo na serra de Sintra foi notícia em todo o mundo, devido à morte de 25 militares do Regimento de Artilharia Anti-Aérea Fixa de Queluz (RAAF), quando tentavam combater as chamas.

Em agosto de 2013, quando se registaram mais de 7 mil incêndios, morreram nove pessoas – oito bombeiros e um civil – com 120 mil hectares de floresta ardida.

No ano 2012, centenas de incêndios registados provocaram seis mortos, quatro deles bombeiros.

No ano passado, os incêndios na Madeira provocaram três mortos e destruíram 37 habitações, uma situação que levou o Governo a fazer um pedido de ajuda à União Europeia para o combate ao sinistro.

Em 1985, em Armamar, foram 14 bombeiros apanhados pelas chamas e que não resistiram, enquanto em 1986, em Águeda, o fogo provocou 13 mortos.

Em junho de 2006, no distrito da Guarda, cinco bombeiros chilenos morreram ao combaterem o fogo.

[notícia atualizada – 13h03]