Praia da Ursa, em Sintra | Foto: AMN

Catorze pessoas morreram nas praias portuguesas durante a época balnear deste ano, que decorreu entre 6 de junho e 15 de outubro. São menos quatro vítimas mortais do que no ano passado, embora a época balnear tenha começado este ano mais tarde devido à pandemia.

De acordo com o balanço realizado esta quarta-feira pela Autoridade Marítima Nacional, dos 15 acidentes mortais durante a época balnear, nove registaram-se em praias vigiadas, quatro em praias não vigiadas e duas em zonas marítimas não vigiadas.

Em conferência de imprensa, o vice-almirante Luís Sousa Pereira, diretor-geral da Autoridade Marítima, reconheceu que “nem tudo correu bem” com vítimas mortais a lamentar, mas que “felizmente, em praias vigiadas não houve vítimas por afogamento”.

A Autoridade Marítima Nacional registou ainda nesta época balnear 601 salvamentos, mais 99 do que o ano passado e 1.205 ações de primeiros socorros, mais 419 face a 2019.

Luís Sousa Pereira justificou o balanço positivo com “um maior número de elementos de vigilância apeada, mais meios no terreno e, consequentemente, uma capacidade maior de acorrer a situações”.

“Felizmente também o projeto que temos com a SIVA Portugal, com a entrega das viaturas Amarok, permitiu-nos ter uma maior capacidade de acorrer a situações graves e salvar muitas vidas. Este ano, houve muito mais salvamentos do que é normal e mais ações de primeiros socorros prestadas nas praias, o que demonstra que o dispositivo estava mais robustecido”, acrescentou.

Contraordenações

Desde junho, a Autoridade Marítima Nacional registou 1.268 contraordenações nas praias portuguesas, com os estacionamentos em local não autorizado no centro das preocupações.

“As situações que motivaram maior número de contraordenações foram as questões de estacionamento em local não autorizado, também a sobrelotação de algumas embarcações – uma vez que com o retomar da atividade marítimo-turística, os operadores utilizavam no máximo as embarcações- e, também, alguns ajuntamentos e operação de infraestruturas balneares como bares em períodos não autorizados ou por um número de pessoas não autorizado em termos de frequência”.

Para a primeira quinzena de novembro está agendada uma reunião preparatória entre a Autoridade Marítima Nacional, o Instituto de Socorros a Náufragos e outras entidades com o objetivo de analisar o balanço da época balnear 2020 divulgado esta quarta-feira e preparar a época balnear do próximo ano.