CDS-PP acusa primeiro-ministro de transformar PRR em livro de cheques

Cecília Meireles, deputada do CDS-PP | Foto: https://agriculturaemar.com/

A deputada do CDS-PP Cecília Meireles acusou o primeiro-ministro de, durante a campanha eleitoral autárquica, ter transformado o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) num “livro de cheques socialista”, com António Costa a rejeitar a crítica.

No debate sobre política geral com o primeiro-ministro, a deputada do CDS-PP acusou o primeiro-ministro de, durante a campanha eleitoral autárquica, ter transformado o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “num livro de cheques socialista” mas António Costa rejeitou a crítica frisando que o PRR “não é uma ficção” e está contratualizado com a União Europeia.

Costa disse ter ficado “perplexo com a enorme vergonha que os diferentes líderes partidários tinham e os autarcas em exercício tinham em sublinhar a importância para as diferentes localidades daquilo que Portugal contratualizou com a União Europeia”.

O primeiro-ministro frisou que “já não são promessas mas obrigações contratualizadas, calendarizadas, orçamentadas” e que têm de ser cumpridas sob pena de Portugal não poder receber “a tranche seguinte dos fundos europeus”.

No início do debate, o primeiro-ministro felicitou o CDS-PP pelo resultado nas eleições autárquicas de 26 de setembro, assinalando que foi “o único partido que não perdeu uma única câmara”.

Na resposta, Cecília Meireles agradeceu as palavras do primeiro-ministro, e disse esperar que “estes resultados eleitorais sejam o início de uma grande viragem, uma grande viragem à direita em Portugal que possa construir uma política alternativa”.

Nas últimas eleições autárquicas, o CDS manteve a presidência das seis câmaras municipais que já liderava e na noite eleitoral o presidente afirmou que o partido “superou todos os objetivos”.

Apesar de ter perdido votos nos concelhos onde concorreu sozinho, Francisco Rodrigues dos Santos falou depois num “grande resultado” e salientou que “PSD e CDS-PP, juntos, governam mais do dobro das câmaras do que em 2017”, o que se traduz em “mais de 40 câmaras, entre elas as de oito capitais de distrito, incluindo Lisboa”.

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