Nuno Afonso (Chega): “Eu sou daqui”

Nuno Afonso, candidato do "Chega", à presidência da Câmara Municipal de Sintra


Desde pequeno vi o meu pai dedicado à política, foi inclusivamente autarca em Sintra, era jovem, a política afastava o meu pai de casa e na realidade eu não entendia o porquê.

Crescendo percebi a forma dele estar na política, altruísta, preocupado em resolver os problemas da população, humano sobretudo. Cheguei a ir com ele, ambos de galochas, ajudar os moradores a construir um ringue para os jovens daquela zona terem onde jogar, vi-o preocupado a resolver problemas, em Associações, a cuidar de jovens da Coopalme, Sacotes, Mercês, Queluz, Monte Abraão, Serra das Minas, a transmitir-lhes valores.

Agora, adulto e sobretudo após a sua morte, sinto um enorme orgulho nos valores que ele me transmitiu, entre eles um amor incondicional a Sintra e aos sintrenses.

Se há algo que me incomoda na política portuguesa é a fraca qualidade, sobretudo humana, de muitos dos que têm intervenção política. Aqueles políticos de carreira que nunca tiveram a capacidade de conseguir um emprego, que não fazem ideia do que é contar tostões para pagar as contas, o que é chegar a meio do mês sem dinheiro, o que é procurar emprego, procurar creches, viver preocupado com o futuro e infelizmente, muitos destes são quem nos governa, ou quer governar, inclusivamente aqui em Sintra.

Desde há 8 anos que não existe PSD em Sintra, Basílio Horta precisava de enfrentar os vereadores independentes e ofereceu cargos aos vereadores do PSD que tudo fizeram para agradar ao seu empregador. A esmagadora maioria dos que têm influência no PSD de Sintra, ou trabalham na Câmara, em empresas municipais, ou têm empregos arranjados por Basílio Horta e a ele são subservientes, assim tem sido até hoje e assim continuaria, garanto-vos, se o PS voltasse a ganhar. O PSD em Sintra não existe e tão cedo não será opção para nada no nosso concelho.

Basílio Horta e o PS têm conduzido políticas erráticas, negligenciando a segurança, a limpeza das ruas, o comércio e pior, as necessidades dos munícipes agravadas pela pandemia. Não faz qualquer sentido que um presidente da Câmara se gabe de ter milhões no banco ao mesmo tempo que vê aqueles que deveria servir, com fome, a perder as suas casas, a passar extremas dificuldades. A Câmara Municipal não tem que dar lucro, tem que servir os cidadãos, tem que cuidar deles, melhorar a sua qualidade de vida.

Os partidos do arco da governação não servem para Sintra, não querem saber de Sintra e por isso, ano após ano, para aqui enviam candidatos que não são de cá, não conhecem o concelho, não nos conhecem e nunca quiseram saber de nós.

Eu sou de Sintra, estou aqui por Sintra e independentemente dos resultados, aqui continuarei, a trabalhar em prol do meu concelho.

Nuno Afonso (Chega)

ESPAÇO DE OPINIÃO


Nota de Redação:

O SINTRA NOTÍCIAS em parceria com o Jornal CORREIO DE SINTRA, convidou os oito candidatos à presidência da Câmara Municipal de Sintra, às eleições autárquicas de 26 de setembro, a apresentar algumas das razões e motivos na origem das suas candidaturas.
A candidatura de Ricardo Baptista Leite, que integra a coligação “Vamos Curar Sintra” (PSD/CDS-PP, A, MPT, PDR, PPM, RIR) foi a única força política que não respondeu afirmativamente ao desafio, apesar da insistência.
Quisemos deixar aqui o devido esclarecimento público e ao mesmo tempo manifestar o nosso pedido de desculpa aos leitores, pela ausência de opinião da referida candidatura, que somos alheios.
Um agradecimento à disponibilidade e espírito de colaboração das candidaturas de Basílio Horta (PS); Pedro Ventura (CDU); Bruno Góis (BE); Paulo Carmona (Iniciativa Liberal); Nuno Afonso (Chega);  Guilherme  Leite (Nós, Cidadãos!) e Miguel Santos (PAN).