Festa arrancou com críticas de Jerónimo aos “confinamentos excessivos” de 2020

Festa do Avante, no Seixal | Foto: PCP - facebook

O secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, inaugurou hoje a 45.ª edição da Festa do Avante!, no Seixal, com críticas aos “confinamentos excessivos” e ao “cima de temor” criado na pandemia, apontando algumas “lições”.

À semelhança do que aconteceu há um ano, a mensagem de abertura de Jerónimo de Sousa foi transmitida através dos ecrãs do palco 25 de Abril e dos altifalantes espalhados pelo recinto, na Quinta da Atalaia, Seixal.

O secretário-geral do PCP apresentou “duas grandes lições e ensinamentos” extraídos das experiências do último ano, nomeadamente, a “ofensiva premeditada” para impedir a realização da Festa do Avante! e que “nada tinha a ver com preocupações de saúde pública”.

Na opinião do dirigente comunista foi criado um “clima de temor que atingiu centenas de milhar de portugueses”.

“Quase conseguiram que o medo de morrer se transformasse em medo de viver, com os confinamentos excessivos com consequências na saúde de muitos portugueses. Viram na pandemia uma oportunidade para provocar mais desemprego”, sustentou, acrescentando que também “desencadearam um violento ataque” ao SNS.

Recorde-se, as portas da Quinta da Atalaia abriram pelas 16h00 para receber os primeiros visitantes deste ano, que serão no máximo 40.000, de acordo com as orientações definidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) – mais 23.000 do que em 2020.À entrada, para além da tradicional ‘EP’ (bilhete) necessária para os três dias, é também preciso certificado de vacinação ou teste negativo à covid-19. A DGS recomendou “fortemente” a apresentação de um destes documentos e os comunistas tornaram a recomendação obrigatória: quem não tem, não entra.