Batista Leite, candidato do PSD à Câmara de Sintra

O candidato do PSD à Câmara Municipal de Sintra acusou, nas redes sociais, Basílio Horta de ter recusado a participação nos debates da RTP para as próximas eleições autárquicas, mas a televisão pública afirma que Sintra não está incluída no ciclo de debates agendados.

“Confesso que estou triste”, afirmava Batista Leite nas redes sociais. A razão da tristeza era o facto da RTP ter excluído “Sintra dos debates das eleições autárquicas porque Basílio Horta não está disponível para participar”.

O SINTRA NOTÍCIAS contactou fonte da RTP que revelou ser falso este facto. “Basílio Horta não recusou nenhum debate, simplesmente porque não foi convidado”, sublinha.

A candidatura do Partido Socialista não quis comentar este incidente porque, “a forma como Ricardo Batista Leite mente nas redes sociais é já um padrão de comportamento conhecido de todos”, recordando o episódio em que o candidato do PSD falava de mortes no Hospital de Cascais originadas pela Covid-19 que, “felizmente eram mais uma mentira de Ricardo Batista Leite”. “O PS não vai alimentar esta atmosfera instigada por quem mente sem pudor ou vergonha porque Sintra merece pessoas honestas, mesmo aqueles que procuram protagonismo”, acrescenta o PS.

O SINTRA NOTÍCIAS enviou um email à candidatura do PSD para saber quando teria sido feito o convite da RTP para os debates, mas até ao momento não obteve resposta.

O ciclo de 22 debates da televisão pública para as autárquicas de setembro arranca já no próximo dia 23 de agosto, na RTP, com o debate de 50 minutos com os candidatos ao município de Odemira, no distrito de Beja. Este é um dos quatro debates em municípios que não sejam capitais de distrito — tal como Almada, Amadora e Figueira da Foz.

Fonte do canal público já tinha explicado também ao SAPO24 que “a Direção de Informação decidiu acrescentar mais 4 debates aos das capitais de distrito, pela importância da disputa eleitoral nesses concelhos”, assim, “o critério demográfico não foi privilegiado”, acrescenta.

Esta decisão deixa de fora, por exemplo, o município de Sintra, o segundo mais populoso do país, ou Vila Nova de Gaia, o terceiro onde vivem mais pessoas, atrás de Lisboa.