“Decidi não renovar o Estado de Emergência”, anunciou, esta terça-feira, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações ao país, depois de ter ouvido especialistas, partidos políticos e o Governo. 

Para a decisão, “pesou a estabilização e redução do número de mortes e internados em enfermaria, cuidados intensivos, diminuição do R e da incidência”, disse Marcelo.

Pesou igualmente na decisão do chefe de Estado, “o avanço em testes e, mais importante, em vacinação, que saúdo. Pesou ter decorrido mais de um mês sobre a Páscoa e mais de três semanas sobre abertura das escolas. Mas também o disciplinado sacrifício dos portugueses desde novembro. É um sinal de esperança mobilizadora para o que nos espera”.

Marcelo destacou o “sacrifício consciente de milhões de portugueses desde novembro” do ano passado, e lembrou que é preciso continuar a ouvir os especialistas porque “não estamos numa época livre de Covid, livre de vírus”, sublinhando que “há uma preocupação preventiva de todos nós” e que “cada passo é um passo baseado na confiança coletiva”, defendeu.

Deixou o aviso que há o “risco de novas variantes”, disse o presidente da República, que não hesitará em avançar para um novo estado de emergência se assim se justificar.

Recorde-se, o atual período de estado de emergência, teve início em 16 de abril e termina às 23h59 desta sexta-feira.

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