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O primeiro-ministro disse hoje que já terminou “a grande campanha de vacinação de todos os utentes e trabalhadores de lares”, ficando apenas de fora aquelas instituições onde existiam surtos, que serão vacinados mais tarde.

“Iniciámos a campanha de vacinação das pessoas com mais de 80 anos e das pessoas com mais de 50 anos e algumas doenças associadas. Esse será seguramente o grupo que, para a próxima semana, vai ter um reforço já mais importante. Creio que cem mil vacinas serão destinadas na próxima semana a este grupo de maior risco”, afirmou António Costa no final de uma visita a uma Unidade de Saúde Familiar do Areeiro, em Lisboa, um dos locais onde decorre o processo de vacinação dos bombeiros.

O primeiro-Ministro fez questão de deixar uma mensagem a este grupo populacional, apelando a que aguardem o contacto das autoridades de saúde e não se dirijam aos centros de saúde ou postos de vacinação antes de o receberem.

“Serão contactadas primeiro por SMS, se não tiverem SMS, por via telefónica, se não tiverem telefone por via postal. Não vale a pena correr aos centros de saúde e postos de vacinação, cada um será avisado de qual é o seu dia, hora e local. Devemos aguardar serenamente que nos chamem e todos seremos chamados à vez”, garantiu.

Sobre a vacinação dos bombeiros, que já arrancou na quinta-feira, o primeiro-ministro enquadrou-os nos serviços essenciais do Estado, a par dos profissionais de saúde, forças de segurança ou Forças Armadas, e salientou a importância de “proteger” quem protege os restantes cidadãos, tal como tinha feito horas antes no arranque no processo de vacinação de elementos da GNR e PSP, num quartel em Lisboa.

Na mesma linha, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, que acompanhou António Costa nas duas iniciativas, realçou a dupla dimensão dos bombeiros, quer na saúde pública, quer nas funções essenciais do Estado.

“Durante duas semanas, iremos vacinar cerca de quinze mil bombeiros, profissionais, voluntários ou municipais”, explicou, destacando que os bombeiros foram responsáveis pelo transporte de “85% dos doentes para os hospitais e outras unidades de saúde”.

Segundo o Ministério da Administração Interna, a ordem de vacinação destes 15.000 bombeiros foi definida com base em critérios operacionais da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e abrange o universo de voluntários, sapadores e municipais.

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