Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa Foto | Presidência da República

“Foram duas semanas difíceis, mas terminaram melhor do que começaram. Começaram com números dos piores do mundo, pressão elevadíssima nas estruturas da saúde, notícias pontuais de favoritismo no desvio de vacinas”, disse esta noite o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que falou ao país, na sequência da aprovação da renovação do estado de emergência.

“Provocar crises políticas é tempo perdido” e iria “agravar a pandemia”, nunca servindo para a “abreviar”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa. “Não contem comigo para provocar qualquer crise”, disse.

“Temos de descer infetados para menos de dois mil até à Páscoa”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa, porque “temos de assegurar que a Páscoa não será o regresso ao que vivemos”.

“Sem crises políticas, sem cenários de governos de unidade nacional. Não se conte comigo para dar o mínimo eco a cenários de crises políticas e sociais. Já nos bastam a crise na saúde”, afirmou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na curta declaração ao país, destacando o papel das Forças Armadas, que caracterizou como “um trunfo no processo de vacinação”.

Recorde-se, o Estado de emergência foi hoje aprovado pela Assembleia da Republica e vai vigorar entre os dias 15 de fevereiro e 1 de março, para permitir medidas de contenção da covid-19.

O decreto do Presidente da República prevê que seja definido um plano faseado de reabertura das aulas presenciais, inclui uma ressalva a permitir a venda de livros e materiais escolares e admite limites ao ruído em certos horários nos edifícios habitacionais para não perturbar quem está em teletrabalho.

Este foi o décimo primeiro diploma do estado de emergência que Marcelo Rebelo de Sousa submeteu ao Parlamento no atual contexto de pandemia de covid-19.

[atualizada, 20h27]