Concelhia do PSD Sintra assinala 40 anos da morte de Sá Carneiro

A Concelhia do PSD Sintra vai assinalar os 40 anos da trágica morte de Francisco Sá Carneiro, esta sexta-feira, 4 de dezembro num evento que pretende homenagear, evocar e retratar o fundador do PSD.

Última aparição pública de Francisco Sá Carneiro, com Soares Carneiro e Diogo Freiras do Amaral, numa conferência de imprensa no Hotel Altis, em Lisboa | Foto: Jornal Expresso / Rui Ochôa / arquivo

Pelas 18h15 serão colocadas flores junto do busto, na Praça Francisco Sá Carneiro, em Sintra, frente ao Centro Cultural Olga Cadaval.

Na ocasião serão proferidas algumas palavras por Ana Valente, presidente da Assembleia de Militantes, por Ana Sofia Bettencourt, presidente da Comissão Politica do PSD de Sintra e pelo presidente da Distrital de Lisboa, Ângelo Pereira.

Mais tarde, pelas 19h30, realiza-se um colóquio, intitulado “Francisco Sá Carneiro, o PSD e a sua alma reformista” que será transmitido em direto no Facebook da Concelhia do PSD Sintra, e que terá como orador convidado, Ângelo Correia, militante histórico e ministro da Administração Interna do Governo da Aliança Democrática (AD).

Segundo a concelhia “laranja”, os participantes no colóquio poderão colocar questões ao orador nos comentários do evento no Facebook , enquanto este decorre. “A cerimónia presencial ao ar livre respeitará as diretivas da DGS aplicáveis”, pode ler-se no comunicado.

Recorde-se, a 4 de dezembro de 1980, Francisco Sá Carneiro, então primeiro-ministro, e Adelino Amaro da Costa, ministro da Defesa, morreram na queda do avião Cessna 421 quando partiram de Lisboa para um comício de campanha no Porto, assim como a tripulação e restante comitiva: Snu Abecassis, Manuela Amaro da Costa, António Patrício Gouveia, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa.

Os motivos da queda do Cessna nunca foram esclarecidos. A Justiça aponta num sentido, os inquéritos parlamentares noutro. Ganhou força a tese de atentado, nunca tendo sido incriminados os suspeitos da alegada sabotagem da aeronave. E, 40 anos depois, a dúvida persiste: acidente ou atentado?

Fotografia: Jornal Expresso / Rui Ochôa