Ministro da Ciência visita Sítio Arqueológico do Alto da Vigia

O Sítio Arqueológico do Alto da Vigia (Praia das Maças) proposto, pela autarquia de Sintra ao Ministério da Cultura, para classificação enquanto Sítio de Interesse Público, foi hoje visitado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, acompanhado pelo presidente da Câmara e Sintra, Basílio Horta.

Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, acompanhado por Basílio Horta, presidente da Câmara e Sintra, visitaram o Sítio Arqueológico do Alto da Vigia | Foto: CMS

OSítio Arqueológico do Alto da Vigia, na Praia das Maças, que se encontra em avaliação para ser classificado como Sítio de Interesse Público, foi visitado esta segunda-feira, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, acompanhado pelo presidente da Câmara e Sintra, Basílio Horta.

No local estiveram técnicos da autarquia, investigadores do Centro Internacional de Investigação do Atlântico – AIR Centre e do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência – INESC-TEC e a equipa de arqueólogos da autarquia, coordenada por Alexandre Gonçalves, que pretende analisar possíveis novas oportunidades de exploração e conhecimento sobre o templo romano dedicado ao Sol Eterno, à Lua e ao Oceano, identificado neste local.

O Sítio Arqueológico do Alto da Vigia foi proposto, pela autarquia de Sintra ao Ministério da Cultura, para classificação enquanto Sítio de Interesse Público, uma vez que neste local se registam vestígios de ocupação na época romana, islâmica e moderna.

O Sítio Arqueológico do Alto da Vigia concentra mais de 20 séculos de história. Os vestígios mais antigos, até agora identificados, poderão corresponder ao templo romano dedicado ao Sol Eterno, à Lua e ao Oceano. Do período islâmico destaca-se a presença de vestígios da existência de um ribat, e do período moderno a existência de uma torre de vigia.

A implantação geográfica foi determinante na fixação e na natureza dos elementos em presença. Constata-se uma longa diacronia sempre em consonância com a sua localização privilegiada, numa plataforma elevada com boa visibilidade sobre o mar. A norte delimitada pela ribeira de Colares, corredor navegável, pelo menos, até à época medieval islâmica, com uso atestado – de forma indireta – na época romana.

A identificação daquelas ruínas no século XVI corresponde à primeira descoberta arqueológica feita em Portugal. A importância do local foi largamente reconhecida na época, passando a ser ponto de visita obrigatória para os eruditos, portugueses e estrangeiros, durante o Renascimento.

Entre os ilustres visitantes que acorreram ao local, destaca-se a presença de Francisco de Holanda e de André de Resende, mas também de elementos da família Real, nomeadamente do Rei D. Manuel I e, mais tarde, do Infante D. Luís, irmão de D. João III.