Camiliana de Sintra considerada “Bem Cultural de Interesse Público”

    A Coleção Camiliana de Sintra foi classificada como Bem Cultural de Interesse Público, destacando-se o seu “Inestimável Valor Cultural”.

    Camilo Castelo Branco

    A coleção, atualmente integrada na Biblioteca Municipal de Sintra, é considerada de grande valor cultural, vasto e diversificado, com inegável valor literário, constituído por um fundo arquivístico, bibliográfico e iconográfico, considerado melhor do mundo, valorizando o património cultural de Sintra.

    Este espólio Camiliano é também um dos raros espólios documentais classificados em todo o país.

    “Esta Camiliana constitui um património de interesse cultural com valores de memória, autenticidade, criatividade e raridade, que importa reconhecer e valorizar” pode ler-se na decisão da Ministra da Cultura do dia 6 de agosto de 2020, e que acrescenta ainda “Esses valores manifestam-se, desde logo, na existência de autógrafos literários do autor, que são raros, bem como de praticamente todas as edições de todas as suas obras, muitas delas também raras; e, ainda, na extensa documentação da sua vida e época, através de muita correspondência do escritor e de uma vasta coleção de periódicos do seu tempo, em muitos dos quais deixou a sua intervenção”.

    Formada a partir da coleção particular de Rodrigo Simões do Carmo Costa (1873-1947), sintrense que colecionou exaustivamente obras da autoria de Camilo Castelo Branco e que em 1939 doou a sua coleção ao Município de Sintra.

    Do seu fundo arquivístico destacam-se os manuscritos autografados e várias obras de Camilo Castelo Branco: poesias, correspondência de Camilo, de Ana Augusta Plácido e de outros autores sobre a vida e obra do escritor, existindo ainda vários artigos de crítica literária camiliana.

    O fundo bibliográfico é constituído pela bibliografia ativa e passiva de Camilo Castelo Branco, engloba todos os originais do escritor, traduções que permitiram a divulgação pela Europa da sua obra, publicações de crítica literária camiliana e periódicos.

    Já o fundo iconográfico revela o gosto e a admiração de diversos artistas por Camilo Castelo Branco, abrangendo uma variável panóplia de técnicas e de suportes.

    Consulte a Portaria nº 505/2020