Marta Temido não adiantou sobre as medidas discutidas com Basílio Horta, mas deixou indicação de que são os mais jovens a principal preocupação

A ministra da Saúde, que reúne este domingo com autarcas da região de Lisboa e Vale do Tejo, falou aos jornalistas depois do encontro com o presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta.

Marta Temido não adiantou sobre as medidas discutidas com Basílio Horta, mas deixou indicação de que são os mais jovens a principal preocupação da tutela no que diz respeito à evolução epidemiológica na região.

“Precisamos de comunicar com públicos mais jovens, que são o novo grupo de infetados aqui em Lisboa e Vale do Tejo”, disse, explicando que a “doença tende a ser mais ligeira em termos de sintomas” neste grupo. “Por favor, se tiverem sintomas, fiquem em casa”, alertou.

“O pior que podia acontecer era voltarmos para trás” — Basílio Horta

Sem especificar as medidas que foram discutidas em reunião com Basílio Horta, onde também estariam outras entidades municipais, de Segurança Social e de Saúde pública, a ministra da Saúde adiantou que a “estratégia vai ser alinhada com aquilo que foi conversado de manhã, na conferência da Direção-geral de Saúde”, no sentido de “continuar a trabalhar, reforçar a  intervenção, quebrar as cadeiras de transmissão”.

A responsável pela pasta da Saúde fez um apelo direto às “pessoas lá em casa”, admitindo que “é possível fazer algumas atividades mas com algum cuidado, com alguma cautela”, acrescentando que “se as pessoas tiverem sintomas não devem ir trabalhar”.

Sobre a questão de Sintra, em particular, Marta Temido não identificou quais as freguesias que, neste momento, são mais problemáticas mas concedeu que há “várias freguesias onde há maior incidência”, enumerando apenas os “sítios mais povoados, onde há mais concentração de pessoas”.

“Atuar com maior proximidade em Sintra”

Basílio Horta sublinhou a necessidade de se “atuar com ainda maior proximidade” no concelho de Sintra, para conter o vírus. No entanto, tem havido “um défice de comunicação” por parte do Governo e das autoridades de saúde, disse o autarca.

“Estivemos três dias consecutivos com zero casos confirmados. Antes, já duas ou três vezes aconteceu o mesmo. Depois, de repente, no quarto ou no quinto dia, aparecem 70 ou 80 casos. As pessoas pensam que esta região está numa situação de calamidade, o que não é verdade, e isso cria prejuízos de vária natureza”, afirmou o presidente da Câmara de Sintra.

Basílio Horta lembrou que o concelho de Sintra é o segundo concelho mais populoso do país, apenas atrás de Lisboa, e apelou “à consciência das pessoas” para que não haja retrocessos.

“Parece que, num dia, temos de estar todos em casa e, no dia seguinte, já podemos ir à praia e aos restaurantes. Tudo isto tem de ser feito com grande cuidado e rigor, e não como se o vírus já tivesse desaparecido”, afirmou.

No entanto, o autarca negou que haja “um foco” na região, preferindo falar num “conjunto de situações a que temos de responder”.

“A pandemia não acabou e a pior coisa que podia acontecer ao nosso país era ter de voltar para trás. Ao lado da crise sanitária, temos uma crise económica e social”, destacou ainda Basílio Horta


[atualizada, 19h27]
Sintra Notícias com Jornal de Notícias