Transportes públicos obrigam ao uso de máscaras e lotação limitada

Os transportes públicos começam hoje a circular com lotação máxima de dois terços da sua capacidade e os utentes têm de usar obrigatoriamente máscaras ou viseiras, devido à pandemia da covid-19, prevendo-se coimas entre 120 e 350 euros.

Máscara de proteção

No âmbito do plano de desconfinamento e do fim do estado de emergência, os transportes públicos vão repor o horário integral ou reforçar a oferta para responder ao cumprimento da lotação máxima de dois terços da sua capacidade, e a validação de títulos volta a ser obrigatória por parte dos utentes.

“É obrigatório o uso de máscaras ou viseiras na utilização de transportes coletivos de passageiros”, determinou o Governo, referindo que o incumprimento “constitui contraordenação”, punida com coima de valor mínimo de 120 euros e máximo de 350 euros.

A partir de hoje, a CP – Comboios de Portugal vai repor o horário integral dos comboios Urbanos de Lisboa, Porto e Coimbra, assim como dos serviços Regionais e Interregionais, o que coincide com a reativação do sistema de controlo de acesso nas estações, obrigando à validação do título de transporte.

Os comboios dos serviços Alfa Pendular e Intercidade mantêm-se com redução de oferta, como acontece desde 14 de abril, informou a empresa, indicando que os comboios Internacionais continuarão suprimidos.

No Metropolitano de Lisboa, a empresa vai passar a controlar a lotação nas estações críticas, com eventual apoio da PSP, e reforçar a oferta de comboios para garantir a distância de segurança entre os utentes, estando previsto também um reforço das ações de limpeza do material circulante e das estações, sobretudo espaços e superfícies de toque.

Ainda na região de Lisboa, a Carris vai reforçar a oferta de autocarros, que vão ser devidamente higienizados, e os utentes, que têm de usar máscara, voltam a poder entrar pela porta da frente e validar o título de transporte ou comprar a tarifa de bordo. O controlo da lotação dos veículos e da utilização de máscara por parte dos clientes vai contar com o apoio da Polícia Municipal.

Na Rodoviária de Lisboa, além da obrigação do uso de máscara e validação do título de transporte, a empresa vai ter “um maior controlo do número de passageiros que entra em cada autocarro”, monitorizando a procura e adequando a oferta ao longo das diferentes fases de desconfinamento.

Assegurando a ligação fluvial entre Lisboa e a margem sul do Tejo, no distrito de Setúbal, a Transtejp Soflusa (TTSL) vai aumentar a lotação em cada navio para dois terços do total e disponibilizar máscaras em máquinas de ‘vending’, nos terminais fluviais do Barreiro, Cacilhas, Cais do Sodré e Terreiro do Paço, de modo a “garantir aos passageiros o acesso facilitado a máscaras qualificadas e certificadas”.

O Grupo Barraqueiro, que assegura o transporte rodoviário em várias cidades da zona Oeste e da Grande Lisboa e que tem a concessão da linha ferroviária sobre o Tejo – Fertagus – e do Metro Sul do Tejo, vai continuar a assumir a oferta de “cerca de 40/45% nas áreas metropolitanas e fora cerca de 20%”, indicando que, se for necessário um reforço, a empresa pode vir a precisar de ajuda do Governo.

Recorde-se, na sexta-feira, a ministra da Saúde disse que há máscaras para proteção à covid-19 disponíveis no mercado, manifestando tranquilidade quanto à disponibilidade necessária após o seu uso passar a ser obrigatório nos transportes públicos.