“Se tudo se concretizar será certamente uma bazuca”

ECONOMIA | António Costa, anunciou no final da reunião do Conselho Europeu, que houve unanimidade sobre a forma de financiamento do Fundo de Recuperação, que deverá funcionar durante dois ou três anos.

António Costa

António Costa anunciou esta tarde que houve unanimidade sobre a forma de financiamento do Fundo de Recuperação, que deverá funcionar durante dois ou três anos, mantendo-se as divergências porém sobre se os montantes disponibilizados serão distribuídos através de subvenções ou empréstimos.

Segundo o primeiro-ministro, foi aprovado um “fundo de recuperação económica” na cimeira que reuniu, através de videoconferência, os líderes europeus, e que estabelece o acordo de que o fundo “deve ser financiado através da emissão de dívida por parte da Comissão Europeia”.

“A grande questão contudo esta em saber como é que esse fundo de recuperação vai financiar cada um dos Estados-Membros”, frisou o primeiro-ministro português, revelando que a grande maioria defendeu que este fundo de recuperação deve financiar os Estados-Membros através de subvenções.

António Costa realçou ter ficado “definido para que deve servir o fundo de recuperação”, explicando que deve ter um horizonte de “dois, três anos” e deve ter “uma capacidade suficientemente forte para responder à quebra muito acentuada que se prevê dos PIB do conjunto da União Europeia, foi estimado pela presidente do Banco central Europeu em até 15% do PIB europeu”.

Considerou, assim, que “se tudo se concretizar, será seguramente uma bazuca”, ainda que sublinhe que os “detalhes são essenciais” e há ainda por definir.