António Costa promete restrições nas fronteiras ao nível de turismo e lazer

CORONAVÍRUS | O primeiro ministro António Costa admite que uma situação de alerta ainda pode evoluir para a definição de "calamidade".

O primeiro-ministro defende restrição nas fronteiras para efeitos de turismo e lazer, mas liberdade para mercadorias. A decisão será oficializada após reunião de ministros da Saúde e da Administração Interna da União Europeia, esta segunda-feira, sobre a questão de fixar limites às fronteiras externas da União Europeia.

“Vão haver restrições à circulação, a nível do turismo e lazer”, disse.

Segundo António Costa, limitar a atividade do país, mas não parar por completo, explicando que é necessário que certos setores não deixem de funcionar, exemplificou: abastecimento de bens essenciais, comunicação social, atividade dos profissionais de saúde.

Sobre os efeitos da pandemia vão manter-se nos próximos meses, disse o primeiro-ministro, acrescentando que o Estado dispõe das competências necessárias para proceder ao confinamento profilático de qualquer cidadão, garante o governante.

“Verifiquei que a cidade está deserta e que os portugueses estão a cumprir as medidas, de forma voluntária”, disse António Costa para justificar o facto de não existirem medidas mais drásticas para reduzir o risco de contágio.

“Quero apelar aos jovens para evitarem os grandes ajuntamentos à noite”, devido ao risco de contágio de outros.

António Costa admite que uma situação de alerta ainda pode evoluir para a definição de “calamidade”. “Faremos tudo o que for necessário mas nada em excesso”

O primeiro-ministro invoca a cautela nos comportamentos dos portugueses para que não seja necessário neste momento avançar com mais restrições ou com um estado de emergência.


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Imagem: TVI