Município de Sintra recolhe seis matilhas de cães vadios e agressivos

Nos centros de recolha de animais a autarquia tenta socializar os cães selvagens. A lotação no centro de acolhimento já foi ultrapassada, disse à TSF o vereador Eduardo Quinta Nova.

Vereador, Eduardo Quinta Nova

Já foram capturadas seis matilhas de cães vadios e agressivos que deambulavam pelas ruas do concelho de Sintra, disse esta manhã à TSF, o vereador Eduardo Quinta Nova, responsável pelo pelouro que tutela a proteção de animais. “Foram apanhados 65 cães, mas há ainda seis que andam à solta”, anunciou o autarca.

“Decidimos criar parques específicos para as matilhas, porque não podemos juntar estes cães [agressivos] a outros, porque se atacavam”, disse Eduardo Quinta Nova explicando que “a decisão foi construir parques que reproduzam o meio ambiente para colocar as matilhas e, para a sua recolha, fomos obrigados a criar uma armadilha em ferro, onde durante algum tempo esses animais são alimentados”, facilitando assim, a captura das matilhas.

“Temos dos maiores centros de recolha de animais do país, com capacidade para acolher 383 cães e 210 gatos. Neste momento temos alojados no total 724 animais (509 cães e 215) ou seja, estamos com a capacidade instalada já ultrapassada”, disse o vereador, Eduardo Quinta Nova

Recorde-se, em 2018 começaram a ser feitas as primeiras capturas de animais, na sequência de queixas de munícipes, um pouco por todo o concelho. A última captura foi em Massamá norte no final do mês de agosto e os animais recolhidos estão agora a passar por um “processo de socialização”, refere Eduardo Quinta Nova.

Ainda à TSF, o vereador lembrou que este era um problema que preocupava muito a população do concelho, sublinhando que desde 2006, o município de Sintra não abate animais, mas os centros de recolha, atingiram já o limite da sua capacidade.

“Temos dos maiores centros de recolha de animais do país, com capacidade para acolher 383 cães e 210 gatos. Neste momento temos alojados no total 724 animais (509 cães e 215) ou seja, estamos com a capacidade instalada já ultrapassada. E é com esta dificuldade que vamos gerindo esta situação”, destacou Eduardo Quinta Nova.

Recorde-se, a captura de animais de rua é feita através da colocação de um dispositivo adequado, criado pelo município e que consiste num espaço delimitado e vedado com rede, ‘armadilha’, dispondo de alimentação. Os animais são depois capturados e encaminhados para centros de recolha.

Segundo a autarquia ao SINTRA NOTÍCIAS, a captura dos canídeos, acontece de forma a salvaguardar o bem-estar e a segurança das pessoas, bens e animais.