Maria do Céu Guerra reconhecida como a melhor actriz da Europa

Maria do Céu Guerra é distinguida este sábado, na abertura do Festival Internacional de Teatro – Actor of Europe, que decorrerá no Lago de Prespa, nos Balcãs.

Maria do Céu Guerra foi distinguida este ano com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural

Maria do Céu Guerra vai receber este sábado, o prémio de Honra “Melhor Atriz da Europa”, na abertura do Festival Internacional de Teatro – “Actor of Europe”, que decorrerá no Lago de Prespa, nos Balcãs, na fronteira entre Macedónia, Albânia e Grécia.

O prémio de Honra “Actress of Europe” é atribuído desde 2003 por um comité para reconhecer o percurso artístico de uma personalidade do teatro e o contributo criativo para a memória colectiva da civilização europeia, lê-se na página oficial do festival.

“Aos 75 anos, é uma das mais extraordinárias actrizes do teatro português e a alma da companhia teatral independente, ‘A Barraca'”, sustenta o comité.

Em comunicado, “A Barraca” refere que este prémio “reconhece o enorme mérito de trabalho teatral e humanista de uma das figuras maiores do Teatro e da Cultura em Portugal”.

Maria do Céu Guerra de Oliveira e Silva nasceu em Lisboa, a 26 de Maio de 1943, frequentou a licenciatura de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, período em que começou a interessar-se pelo teatro, e fez parte do grupo fundador da Casa da Comédia. A actriz estreou-se nesta companhia, em 1965, na peça Deseja-se Mulher, de Almada Negreiros, encenada por Fernando Amado. 

No cinema, a actriz estreou-se em O Mal-Amado (1974), de Fernando Matos Silva, tendo participado também em Crónica dos Bons Malandros (1984), de Fernando Lopes, A Moura Encantada (1985), de Manuel Costa e Silva, Saudades para Dona Genciana (1986), de Eduardo Geada, Os Cornos de Cronos (1991), de José Fonseca e Costa, e em O Anjo da Guarda (1998), de Margarida Gil, entre outros.

Na televisão, além da peça O Pranto de Maria Parda (1998), de Gil Vicente, participou em séries e telenovelas como Residencial Tejo (1999-2002), Vamos Contar Mentiras (1985), e A Impostora (2016), entre outras, assim como na adaptação de Calamity Jane (1987), pelo realizador Hélder Duarte.

Em Janeiro deste ano, Maria do Céu Guerra foi distinguida com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural.

  • Sintra Notícias com Lusa
  • Fotografia: Maria do Céu Guerra – facebook