Amadora-Sintra “tem feito tudo” para contratar anestesistas

Os anestesistas do Amadora-Sintra marcaram uma greve de cinco dias, que começa em 19 de maio, para exigirem condições de segurança clínica e alertando que as escalas de urgência põem em causa a segurança dos doentes

Serviço de Urgências do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) | Foto: arquivo

A administração do hospital Amadora-Sintra afirma que “tem feito tudo” para contratar novos anestesistas e lembra que “o problema da anestesia” é uma questão nacional e não apenas desta unidade de saúde.

“O problema da anestesia está longe de ser uma questão particular do Hospital Fernando Fonseca [Amadora-Sintra]. É antes uma questão nacional — com notória escassez de especialistas naquela área”, refere uma resposta do conselho de administração enviada por escrito à agência Lusa após o anúncio de greve dos anestesistas da instituição.

A administração indica ainda que o hospital “tem feito tudo para contratar novos anestesistas, usando, para o efeito, anúncios públicos de contratação”.

Quanto à greve, o conselho de administração diz que serão tomadas “as medidas necessárias para minorar os efeitos” da paralisação junto dos doentes.

Os médicos anestesistas do Amadora-Sintra marcaram uma greve de cinco dias, que começa em 19 de maio, para exigirem condições de segurança clínica e alertando que as escalas de urgência põem em causa a segurança dos doentes.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) emitiu esta sexta-feira um pré-aviso de greve no serviço de anestesia do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) das 20h00 de 19 de maio até às 20h00 de 24 de maio.

Um comunicado do sindicato refere que “há mais de um ano” que os anestesistas do Amadora-Sintra têm vindo a dar conhecimento à Ordem dos Médicos, aos sindicatos e ao conselho de administração do hospital “da existência de várias irregularidades e de carência que afetam com gravidade a boa prática da atividade clínica”.

O SIM considera lamentável que “tenha de se realizar uma greve para garantir a presença de um número mínimo de médicos num serviço de urgência do SNS”, denunciando que as escalas de urgência “abaixo dos mínimos põem em causa a segurança dos doentes e dos profissionais”.

Os anestesistas do Amadora-Sintra queixam-se ainda de “sobreposição de tarefas” que os colocam “sob incomportável pressão”.