A secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, garantiu que “a CP não desaparece” e defendeu que a subconcessão de linhas suburbanas permitirá reforçar a transportadora pública e prepará-la para o futuro, nomeadamente para a operação de alta velocidade (TGV).
O Governo rejeitou, esta segunda-feira, no Parlamento, que a eventual subconcessão de linhas suburbanas da CP represente um desmantelamento da empresa. O Executivo considera que esta opção permitirá estimular a concorrência, mantendo a transportadora pública como operador ferroviário estratégico.
A subconcessão do serviço público de transporte ferroviário suburbano de passageiros está atualmente em estudo, através de uma parceria público-privada (PPP). Segundo Cristina Pinto Dias, o modelo permitirá “introduzir concorrência numa parte da operação e, simultaneamente, preservar uma visão integrada do sistema ferroviário e o papel estratégico da CP”.
A posição foi defendida pela secretária de Estado durante uma audição na especialidade da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no âmbito da discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), que contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Na ocasião, a governante sublinhou que a CP terá um papel importante na preparação da operação de alta velocidade, num mercado onde existe concorrência.
“Queremos que a CP se transforme e se torne mais forte. Não estamos a desmantelar a CP, estamos a preparar a CP para o seu futuro”, afirmou Cristina Pinto Dias.
Fotografia: Sintra Notícias / arquivo



