O estilista português Gio Rodrigues transformou os jardins do Palácio Nacional de Queluz numa passerelle inspirada nas flores. O desfile reuniu centenas de convidados e terminou com uma mensagem simbólica em defesa da segurança, da dignidade e dos direitos dos cidadãos.
O Palácio Nacional de Queluz recebeu, no domingo, 18 de outubro, a apresentação da coleção Gio Rodrigues Atelier 2027, num evento que cruzou moda, património e intervenção social.
Realizado nos jardins históricos do palácio, o desfile reuniu figuras públicas, profissionais do setor da moda e convidados nacionais e internacionais, numa apresentação que procurou estabelecer um diálogo entre a criação contemporânea e o património arquitetónico e paisagístico de Queluz.


Inspirado nas flores, o estilista apostou na cor, no movimento e na delicadeza das criações para transformar a passerelle num jardim vivo, devolvendo simbolicamente aos jardins a exuberância floral que marca outras épocas do ano.
A coleção apresentou propostas de noiva caracterizadas pela fluidez e elegância das silhuetas, numa interpretação contemporânea do romantismo. Na moda masculina, o criador explorou uma abordagem mais arrojada ao vestuário formal, sem abdicar da sofisticação e do rigor técnico.
A alfaiataria voltou a assumir um papel central, com peças de cortes precisos e construção cuidada, refletindo a conjugação entre técnicas tradicionais e novas abordagens estéticas.


Vereadoras da Câmara Municipal de Sintra
Figuras públicas desfilaram em Queluz
A apresentação contou com a participação de várias personalidades portuguesas, entre as quais Isabel Figueira, Ricardo Carriço, Rodrigo Castelhano, Joana Martins, Valter Carvalho, Ana Rita Rocha, Maria Dominguez, Maura Faial e Carolina Pinto, que integraram o desfile como modelos.
Entre os convidados estiveram também Raquel Prates, Ana Rebelo, Ricardo Sá, Marcelo Rodrigues, Valter Manaia, Esther Doña e Tchizé dos Santos, empresária angolana e filha do antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
A família do estilista marcou igualmente presença, incluindo os pais, a irmã e os filhos, Maria Clara Rodrigues e Lourenço Rodrigues.


Desfile terminou com mensagem em defesa dos direitos dos portugueses
Um dos momentos centrais da apresentação aconteceu no encerramento, quando Gio Rodrigues regressou à passerelle acompanhado pelos modelos, que transportavam cartazes com mensagens em defesa da segurança, da dignidade e dos direitos dos portugueses.
A iniciativa procurou dar uma dimensão social ao evento, utilizando a visibilidade da moda como plataforma de expressão e sensibilização para questões que ultrapassam o universo da criação artística e do vestuário.
Com esta manifestação simbólica, o estilista associou a apresentação da coleção a uma mensagem de cidadania, sublinhando o potencial da moda enquanto forma de expressão cultural e intervenção na sociedade.

Moda e património em cenário histórico
A escolha do Palácio Nacional de Queluz reforçou a ligação entre a criação contemporânea e o património cultural português. Após o desfile nos jardins, o evento prosseguiu na Sala do Trono, onde os convidados puderam conhecer uma segunda vertente da apresentação, através de uma exposição de modelos vivos, num ambiente que conjugou as criações do estilista com a arquitetura histórica do palácio.
A componente de beleza esteve a cargo de Tom Perdigão e da L’Équipe Tom Perdigão, responsáveis pelos cabelos e pela maquilhagem dos modelos, em sintonia com a identidade estética da coleção.
A produção foi assegurada por Cristiana Simões, CEO da Zankyou Portugal e da Vertana PR, Consulting & Events, responsável pela coordenação de uma iniciativa que envolveu profissionais de moda, beleza e produção audiovisual, bem como várias marcas e entidades parceiras.
O evento contou com a Caetano | Lexus como patrocinador oficial e com o apoio institucional dos Parques de Sintra e da Câmara Municipal de Sintra.
Fotografias: Paulo Fernandes



