O Jardim Zoológico de Lisboa apresentou três crias de leopardo-da-pérsia, duas fêmeas e um macho, cujo nascimento representa um importante contributo para a conservação de uma das subespécies de grandes felinos mais ameaçadas do mundo.
Nascidas a 22 de abril, as crias permaneceram durante os primeiros meses protegidas junto da mãe e começam agora a explorar a instalação, podendo ser observadas pelos visitantes.
As três crias são fruto da segunda ninhada de Elin e Arash, casal reprodutor residente no Jardim Zoológico desde 2017. Sob a vigilância da progenitora, os pequenos leopardos começam a revelar os comportamentos exploratórios característicos desta fase de desenvolvimento.

Durante a visita, os visitantes podem acompanhar os primeiros passos das crias e conhecer melhor esta espécie, bem como o trabalho desenvolvido pelo Jardim Zoológico na conservação de animais ameaçados.
Menos de 1.200 exemplares na natureza
O leopardo-da-pérsia enfrenta atualmente várias ameaças à sua sobrevivência, entre as quais a perda e fragmentação do habitat, a redução das presas naturais, a caça ilegal para o comércio de peles e ossos e a perseguição associada a ataques ao gado.
Estima-se que existam menos de 1.200 exemplares em estado selvagem, pelo que o nascimento de cada nova cria assume particular importância para a conservação da subespécie.

O Jardim Zoológico de Lisboa desempenha um papel relevante neste esforço de conservação. Desde 2013, a instituição coordena, a partir de Lisboa, o Programa Europeu de Reprodução (Ex situ – EEP) do leopardo-da-pérsia, no âmbito da Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA).
O programa procura assegurar a manutenção de uma população geneticamente viável sob cuidados humanos e contribuir, a longo prazo, para a conservação da espécie..
Fotografia: Zoo de Lisboa



