Revisão do PDM de Sintra ambiciona começar "um novo ciclo de desenrolamento" no concelho, atraindo o setor privado à reabilitação de setores como a habitação e as vias rodoviárias

O “novo” Plano Diretor Municipal (PDM) de Sintra foi aprovado esta manhã, em reunião do executivo camarário, com os votos favoráveis da coligação PSD/IL/Chega e os votos contra do Partido Socialista.

Esta decisão surge na sequência da aprovação do Relatório sobre o Estado do Ordenamento do Território (REOT 2024), que identificou a necessidade de atualizar o atual PDM, aprovado em 2019, de forma a melhor responder às dinâmicas sociais, económicas e ambientais do território.

Em declarações à TSF, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, afirmou que o documento marca o início de “um novo ciclo de desenvolvimento” para o concelho, defendendo que o plano permitirá criar condições para atrair investimento privado, nomeadamente nas áreas da habitação, da atividade empresarial e das infraestruturas rodoviárias.

Segundo o autarca, uma das prioridades do novo PDM passa por reforçar a oferta habitacional, sobretudo na zona norte do concelho, com o objetivo de fixar população jovem. Marco Almeida destacou que o plano procura responder às necessidades das famílias de localidades como Pêro Pinheiro, Almargem do Bispo, Montelavar, São João das Lampas e Terrugem, permitindo que os filhos possam permanecer a viver junto das suas famílias.

O presidente da autarquia manifestou ainda preocupação com a perda de população para os concelhos de Mafra e Loures, considerando que o aumento da oferta de habitação depende da disponibilização de mais território para construção.

Além da componente habitacional, Marco Almeida defendeu que o novo PDM criará melhores condições para o investimento empresarial. De acordo com o autarca, existiam áreas com potencial para acolher empresas, mas sujeitas a fortes limitações urbanísticas que comprometiam a atratividade do concelho para novos investimentos.

O edil considerou ainda que o PDM atualmente em vigor, revisto em 2019, não conseguiu responder às necessidades dos setores industriais, em particular da indústria da pedra, apontando essa lacuna como uma das razões para a revisão agora aprovada.

Marco Almeida afirmou que foi aprovada a abertura do processo que permitirá aos sintrenses decidir o futuro do concelho e definir as prioridades para o território.

O autarca destacou que o objetivo passa por apostar em áreas como a habitação, o estacionamento, a melhoria da rede viária e a criação de emprego, garantindo também uma maior atenção às empresas, aos jovens e à população sénior.

Ouça aqui as declarações completas na TSF

(Notícia atualizada, 16h47)

Fotografia: arquivo