Cândido Mota, pioneiro da rádio moderna em Portugal, morre aos 82 anos

Cândido Mota, uma das vozes mais emblemáticas da rádio portuguesa, morreu na madrugada deste domingo, aos 82 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. O comunicador encontrava-se doente há algum tempo e morreu de forma tranquila, rodeado pela família. Nos últimos anos, residia na Casa do Artista.

O velório realiza-se na segunda-feira, 4 de maio, a partir das 16h00, na casa mortuária da Igreja São João de Deus, em Lisboa. As cerimónias fúnebres prosseguem na terça-feira com o cortejo para o Cemitério do Alto de São João, onde a cremação está marcada para as 13h00.

Numa nota de pesar publicada nas redes sociais, a Casa do Artista despediu-se de Cândido Mota, recordando-o como “locutor de rádio, apresentador de televisão e ator”, e destacando-o como “uma das vozes mais marcantes da rádio portuguesa”. A instituição sublinhou ainda o seu papel na modernização da rádio em Portugal, bem como a passagem pelo teatro, cinema e televisão, agradecendo “o legado que nos deixa”.

Natural de Espinho, onde nasceu a 28 de setembro de 1943, Cândido Mota construiu uma carreira de referência na comunicação social portuguesa. Foi pioneiro nos programas interativos, ficando particularmente associado a formatos como “O Passageiro da Noite”.

Ao longo do percurso profissional, destacou-se também como apresentador do programa “Em Órbita” e colaborou com várias figuras de relevo da televisão nacional, entre elas Herman José, que já reagiu publicamente à morte do colega.

Cândido Mota iniciou a carreira aos 17 anos e acumulou trabalho em rádio e televisão, incluindo apresentação de concursos e outros formatos de entretenimento. Nos últimos anos, mantinha-se afastado da vida pública.

Fotografia: Casa do Artista