Declaração de Luís Duarte Costa, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, demitiu-se no final de fevereiro do cargo de diretor do Serviço de Urgência Geral da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra.
Entre as soluções equacionadas estiveram a criação de respostas específicas para estes casos, incluindo a possibilidade de um hospital social, bem como a utilização das 60 camas do Hospital de Sintra. No entanto, segundo o médico, nenhuma destas medidas avançou. “Isso não se conseguiu fazer”, afirmou, apontando essa falha como uma das razões para a sua saída, após “10 meses de pressão”.
O médico defendeu que uma parte significativa dos casos atendidos nas urgências poderia ser resolvida em poucos dias nos cuidados primários. Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, a solução passa por reformas estruturais na organização do sistema de saúde.
“A solução não é pôr mais médicos na urgência. É tirar de lá os doentes”, concluiu.



