Rio Tejo

O comandante nacional da Proteção Civil apelou esta quinta-feira às populações das zonas ribeirinhas para abandonarem as habitações e procurarem locais seguros, face às previsões de um aumento intenso e rápido do caudal do rio Tejo.

Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, Mário Silvestre alertou que a velocidade e a intensidade da subida do caudal do Tejo não se verificavam desde 1997. “Desde aproximadamente 1997 que não tínhamos um episódio destes na bacia do Tejo. Trata-se de um fenómeno potencialmente com esta dimensão, o que exige cuidados redobrados por parte das populações ribeirinhas”, afirmou.

Segundo o responsável, a situação resulta, por um lado, das descargas elevadas das barragens espanholas de Alcântara e Cedilho, que estão a libertar cerca de sete mil metros cúbicos de água por segundo no rio Tejo, e, por outro, da contribuição das bacias hidrográficas em Portugal, podendo o caudal atingir valores na ordem dos nove mil metros cúbicos por segundo.

Mário Silvestre reforçou a necessidade de adoção de comportamentos preventivos, recomendando que as populações retirem bens das habitações e abandonem as casas sempre que possível. “O comportamento seguro neste momento é crítico para que se possa ultrapassar este episódio sem vítimas a lamentar”, sublinhou.

O comandante nacional aconselhou ainda o afastamento de equipamentos elétricos e que, em caso de evacuação, sejam levados apenas bens essenciais, nomeadamente medicação indispensável. Alertou também para a necessidade de manter as crianças afastadas das linhas de água, proteger os animais em zonas seguras e evitar a aproximação a áreas de risco para fotografar ou filmar a subida do nível da água, em especial junto às zonas de descarga das barragens.

Fotografia: Sintra Notícias