A Câmara Municipal de Sintra rejeitou em reunião de Câmara, uma recomendação do Partido Socialista (PS) para a criação de um “programa de emergência” de creches, que previa a abertura de 1.500 novos lugares já em 2026 e a meta de seis mil novas vagas até ao final do mandato.
A recomendação, apresentada pelos quatro vereadores socialistas, foi chumbada pela maioria que ganhou as eleições no passado dia 12 de outubro. Os partidos que suportam o executivo consideraram a proposta “irrealista” e acusaram o PS de exigir “o que não fez em 12 anos” de governação no concelho.
No documento agora rejeitado, os socialistas defendiam a criação de um programa específico para “alargar e reforçar a rede municipal de creches”, respondendo à carência estimada de seis mil vagas no concelho de Sintra. Em comunicado enviado às redações, o PS sublinha que defendeu, “durante a campanha eleitoral, que a construção de creches seria um objetivo fundamental para 2025-2029, face à carência de seis mil vagas no concelho”.
Os vereadores socialistas dizem ter recebido a decisão do executivo municipal “com preocupação, mas sem surpresa”, assinalando que o objetivo principal passava por recentrar o tema na agenda política local. Do lado do executivo, a resposta não se limitou à crítica à proposta socialista.
Em nota enviada ao SINTRA NOTÍCIAS pelo gabinete de comunicação da autarquia, a Câmara Municipal de Sintra afirmou que “este executivo está apostado em recuperar os 12 anos da antiga gestão”. Sublinhando que “o interesse desta Câmara é trabalhar pelos sintrenses”, adiantando que, “já estão a ser preparados os processos para três creches de proximidade que serão anunciadas em breve”.
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