Palácio da Pena em Sintra | Foto: DR PSML / arquivo

A Parques de Sintra venceu este sábado, 6 de dezembro, o prémio de “Melhor Empresa do Mundo em Conservação”, nos World Travel Awards, pelo 13.º ano consecutivo, no dia em que celebra 30 anos da classificação da Paisagem Cultural de Sintra pela UNESCO.

A distinção foi anunciada, no Bahrein, na gala dos denominados “óscares do turismo”, coincidindo com os 30 anos da classificação da Paisagem Cultural de Sintra pela UNESCO.

Responsável pela gestão de um conjunto de monumentos e paisagens entre os mais visitados do país, incluindo os Palácios Nacionais da Pena, de Sintra e de Queluz, o Palácio de Monserrate, o Convento dos Capuchos e o Castelo dos Mouros, a Parques de Sintra-Montes da Lua (PSML), volta a ver reconhecida a excelência do seu trabalho num ano em que completa 25 anos de atividade.

João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra

Este reconhecimento internacional é motivo de orgulho, mas é também um sinal muito claro de responsabilidade acrescida. Num contexto de alterações climáticas, de forte pressão turística e de expectativas crescentes por parte de quem nos visita, este prémio lembra-nos que não podemos abrandar nem ficar satisfeitos com o caminho já percorrido”, destacou na ocasião, João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, sublinhando que “temos de continuar a investir na conservação de longo prazo, na gestão sustentável dos fluxos de visitantes e na melhoria contínua da experiência de quem nos visita e de quem aqui trabalha.”

João Sousa Rego destacou ainda o papel dos trabalhadores e dos parceiros institucionais neste percurso, considerando que “este resultado pertence, antes de mais, às equipas da Parques de Sintra – a quem cuida das florestas, a quem recebe os visitantes, a quem guia, estuda, restaura, planeia, comunica e garante a operação diária deste território tão exigente. Mas pertence também aos nossos acionistas públicos e aos parceiros com quem trabalhamos lado a lado, porque só com esta rede de compromisso partilhado é possível garantir a proteção de um bem que é de Portugal e do mundo.”

“Queremos que cada intervenção de restauro, cada trilho recuperado, cada melhoria na mobilidade interna ou na acessibilidade tenha um impacto concreto na vida das pessoas e na resiliência da Paisagem Cultural de Sintra. O nosso objetivo é muito claro: que Sintra continue a ser um lugar vivo, habitado, visitado e estudado, onde o turismo não é um fim em si mesmo, mas um instrumento para cuidar melhor do património, da paisagem e da comunidade”, acrescenta João Sousa Rego.

No ano em que a empresa assinala o seu 25.º aniversário, o presidente do Conselho de Administração sublinha ainda a necessidade de projetar o futuro.

“Depois de 25 anos, a Parques de Sintra é uma empresa madura, mas que continua profundamente inovadora. Estamos já a preparar os próximos 25 anos, com foco na adaptação às alterações climáticas, na valorização da biodiversidade, na digitalização inteligente dos serviços e na aproximação ainda maior à comunidade local. Queremos que Sintra seja uma referência mundial não apenas pela beleza do seu património, mas pela forma como o cuida, o estuda e o partilha com o mundo.”

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Fotografia: DR PSML