Rui Maximiano presidente cessante da União das Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar, despede-se do cargo com um olhar de balanço dos seus mandatos mas também uma reflexão também dos “28 anos de dedicação autárquicas”, em artigo de opinião, publicado no Sintra Notícias, intitulado “Democracia: um caminho feito de serviços, vitórias e renovação”.
Ao longo de quase três décadas de dedicação à causa pública, Rui Maximiano fez da “proximidade do serviço e da cooperação” os pilares da sua atuação autárquica.
Convicto de que “a participação ativa na comunidade é essencial para o seu crescimento e desenvolvimento”, o autarca deixa agora um legado marcado por “obras estruturantes, estabilidade financeira e uma relação de confiança com as populações” das três freguesias que serviu. Para o autarca, a participação ativa na vida comunitária é a base do desenvolvimento e da identidade de qualquer território.
(…) “a participação ativa na comunidade é essencial para o seu crescimento e desenvolvimento”
Embora tenha manifestado “reservas em relação à fusão das freguesias”, sublinha que desempenhou sempre as suas funções com “imparcialidade e empenho”, procurando servir todas as populações com igual dedicação. Hoje, com a reposição das freguesias aprovada, o autarca manifesta “satisfação por deixar as autarquias com boas condições de funcionamento, equilíbrio financeiro e equipas mais capacitadas, fruto da experiência acumulada numa estrutura de maior dimensão”.
Durante os seus três mandatos consecutivos, Rui Maximiano refere no seu artigo, “uma gestão centrada no planeamento e na concretização de obras de proximidade”. Entre os projetos realizados contam-se a expansão das redes de saneamento, a criação de centros de saúde, a requalificação de escolas, a pavimentação de vias estruturantes, a duplicação da Linha do Oeste e a construção de uma creche.
Paralelamente, destaca eventos de forte impacto comunitário e uma “aposta constante em áreas como a ação social, o desporto, o associativismo, a educação e a manutenção do espaço público”.
“A democracia é feita de ciclos, de vitórias e de derrotas, de renovação e de aprendizagem”
“Mais do que as obras”, sublinha a importância do “contacto direto com as pessoas” e o envolvimento em momentos significativos da vida comunitária. “A proximidade é a base do trabalho autárquico”, recorda, reconhecendo que o “verdadeiro legado de um mandato se mede nas relações de confiança e nas melhorias concretas sentidas pelas populações”.
No balanço de final de ciclo, Rui Maximiano afirma sentir-se “realizado pelos objetivos cumpridos e pelas amizades construídas ao longo dos anos”. Apesar de lamentar que a força política que representou não tenha renovado a confiança do eleitorado, o autarca sublinha o seu respeito pela decisão democrática, afirmando que “a democracia é feita de ciclos, de vitórias e de derrotas, de renovação e de aprendizagem”.
O presidente cessante aproveita também para agradecer a colaboração da Câmara Municipal de Sintra e, em particular, do presidente que liderou os últimos três mandatos, destacando “a sua liderança exemplar e o serviço prestado à causa pública”. Estende igualmente o reconhecimento à equipa de vereadores “pelo trabalho conjunto e pela atenção constante às necessidades das populações”.
“Estarei por cá, como sempre, disponível para contribuir para o reforço e defesa da democracia, o mais nobre dos compromissos coletivos”
O autarca manifesta ainda apreço pela candidatura de Ana Mendes Godinho, do Partido Socialista, à presidência da Câmara Municipal, reconhecendo na antiga ministra “uma energia contagiante, espírito de serviço público e capacidade de unir vontades”. Apesar de o resultado eleitoral ter seguido outro rumo, afirma confiar plenamente na decisão soberana dos cidadãos e deseja sucesso aos novos executivos eleitos, tanto na Câmara Municipal como nas freguesias do concelho.
Rui Maximiano encerra o seu balanço reafirmando a sua disponibilidade para continuar a contribuir para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento local. “Servir é, e será sempre, o mais nobre dos compromissos coletivos”, conclui, deixando um testemunho de dedicação e de reflexão sobre o valor da participação cívica e do trabalho comunitário, um percurso de 28 anos de dedicação à vida autárquica.
“Estarei por cá, como sempre, disponível para contribuir para o reforço e defesa da democracia, o mais nobre dos compromissos coletivos”, remata o autarca.
Ler na íntegra o artigo de Opinião de Rui Maximiano



