Uma exploração pecuária ilegal localizada em Agualva-Cacém foi alvo de uma fiscalização após ter sido detetada a prática de abates clandestinos de animais, bem como o despejo irregular de resíduos, como fezes, urina, águas de lavagem de equipamentos e até sangue proveniente dos abates, diretamente na rede pública de saneamento.
A operação foi conduzida na terça-feira, 5 de agosto, pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão Policial de Sintra, em colaboração com o Gabinete de Saúde Pública, Segurança Alimentar e o Médico Veterinário Municipal.
Durante a fiscalização, as autoridades constataram que a exploração não possuía qualquer tipo de licenciamento ou registo junto da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), violando assim a legislação em vigor relativa à criação e abate de animais para consumo humano.

A investigação revelou ainda que os abates eram realizados de forma clandestina, não sendo possível identificar o destino final das carcaças, o que levanta sérias preocupações em termos de segurança alimentar e saúde pública, segundo a PSP.
Para além disso, foi apurado que o local não dispunha de qualquer infraestrutura adequada para conter os efluentes pecuários. Todos os resíduos, incluindo sangue, eram descarregados diretamente na rede pública através de uma ligação clandestina, originando um grave foco de poluição. Esta situação representa um risco significativo de contaminação do solo e dos recursos hídricos, além de potenciais impactos nocivos para a saúde da população e para o meio ambiente.
Como resultado da ação, foram apreendidos 12 suínos e três ovelhas.



