Por razões de segurança, o acesso ao perímetro florestal da serra de Sintra “está encerrado por tempo indeterminado devido aos riscos existentes para pessoas e bens”, relacionados com a depressão Martinho.

Segundo a Câmara Municipal de Sintra, desde 20 de março, sapadores florestais, bombeiros, forças de segurança, serviços municipais e Parques de Sintra estão no terreno a combater os efeitos devastadores deixados pela Depressão, que atingiu Portugal Continental, causando a queda de milhares de árvores na Serra de Sintra, “resultando num cenário de destruição significativa”.

Neste momento, estão a ser realizadas limpezas nos acessos e caminhos florestais, visando a normalização da área. Há um risco elevado de queda de árvores, desabamento de muros e terrenos instáveis, que podem comprometer a segurança de quem circula pela serra.

Atividades como passeios pedestres, ciclismo, prática desportiva e quaisquer outras visitas à serra estão altamente desaconselhadas, sendo estritamente proibida a circulação nos locais sinalizados com cancelas e em outras vias ou caminhos dentro do perímetro de risco.

O Município de Sintra, em coordenação com a Parques de Sintra – Monte da Lua, SA e o Município de Cascais, iniciou operações de limpeza e desobstrução dos caminhos florestais de emergência e socorro, no interior do perímetro florestal da Serra de Sintra – inserido em Parque Natural Sintra-Cascais.

“Para garantir a segurança de todos, trabalhadores e visitantes, informamos que as operações de limpeza exigem fortes restrições temporárias à circulação em todo o perímetro florestal, incluindo estradas e trilhos”, pode ler-se.

Ações de remoção de árvores

Estão a decorrer ações de remoção de árvores caídas em diversas áreas severamente afetadas do perímetro florestal da Serra de Sintra, para restabelecer a segurança e acessibilidade de pessoas e bens. Em simultâneo, estão em curso trabalhos de estabilização de taludes, muros e vias comprometidas pela queda de vegetação. Estas intervenções, cruciais para garantir a segurança, envolvem a utilização de maquinaria pesada em áreas florestais ainda consideradas críticas.

Estas intervenções são fundamentais para reduzir o risco de queda de árvores, terras e rochedos, bem como mitigar o risco de incêndio, proteger o património natural e salvaguardar a segurança de pessoas e bens.

Após a fase urgente de limpeza e estabilização, está prevista a rearborização do perímetro florestal com espécies autóctones, em articulação com todas as entidades responsáveis pela gestão do perímetro e do Parque Natural, visando aumentar a resiliência da floresta a fenómenos climáticos extremos como o ocorrido.

Por razões de segurança as autoridades pedem respeito pelas restrições de circulação e que evitem as áreas de intervenção para garantir a segurança de todos e facilitar o progresso dos trabalhos.

Veja AQUI o mapa com as cancelas.