A passagem da depressão “Martinho” pelo concelho de Sintra abateu “mais de três mil árvores no concelho”, anunciou esta manhã em reunião de executivo, Basílio Horta, que fala de um cenário “guerra na Serra de Sintra”.

Numa altura em que o mau tempo ainda se faz sentir, mantém-se os trabalhos de limpeza resultante dos estragos causados pela passagem do vento forte que chegou a atingir a velocidade 169, 2 km/hora de rajada no Cabo da Roca, abatendo mais de 3 mil árvores em todo o concelho e em particular na serra de Sintra.

“A intempérie abateu cerca de 3 mil árvores”, na Serra de Sintra, “valor ainda não totalmente apurado”, adiantou o presidente da Câmara de Sintra, esta manhã em reunião de executivo municipal, perspectivando um “trabalho hercúleo”, na limpeza da Serra e do concelho, até que a situação de risco diminua e estejam garantidas as condições de acesso em segurança.

“Só quem visita a Serra de Sintra é que consegue ver e ter a perceção da dimensão dos estragos. Parece que houve uma guerra na Serra de Sintra”, refere o presidente da Câmara de Sintra, que teme pela falta de pessoal para os trabalhos de limpeza, “senão temos de recorrer ao sourcing”, isto é processo de avaliação e seleção de fornecedores para fornecer produtos e serviços.

“Vamos ter um trabalho de limpeza enorme na Serra de Sintra e é previsível um verão muito quente”, refere o autarca.

Recorde-se, antes o vereador Pedro Ventura na sua intervenção inicial, começou por alertar e chamar a atenção para a importância da serra de Sintra, “um ativo natural e ambientalmente e económica e social, representando um importante legado que temos a responsabilidade de preservar”.