“Construíu-se. Operários às centenas largas, milhares. Décadas muitas. Muitas pessoas olhavam-nos, encantadas, gratas pela sua generosa oferta que ajudava em cada dia difícil de trabalho suado. Como o deles. Todos Operários. ‘Em construção’. Futuro. Futuro? Futuro…”

Rui Mário, diretor artistico do Teatro TapaFuros, grupo fundado em 1990 com 35 anos de actividade ininterrupta em Sintra, partilhou a fotografia Paulo Campos dos Reis da destruição que originou o incêndio que deflagrou, esta terça-feira, no armazém disponibilizado pela Câmara Municipal de Sintra às companhias de teatro para arquivo e armazém.

Várias companhias de teatro de Sintra perderam tudo após o incêndio.

A associação Chão de Oliva foi uma das organizações culturais que perdeu o arquivo no incêndio. Figurinos, cenografia e arquivo documental foi consumido pelas chamas perdendo-se para sempre um importante espólio.

A Câmara de Sintra tinha um protocolo com várias companhias de teatro como a Teatroesfera, a Musgo, a Byfurcação, entre outras, segundo o qual podiam usar o edifício para arquivo.

“Precisamos cada vez mais de todos, por isso vão ao teatro, por nós e por vocês pois temos tantos espectáculos para vos alegrar e encher a alma”, apelou a Byfurcação, que agradeceu aos bombeiros que, “lutaram pelo nosso espólio, e que recuperem rápido os que lamentavelmente se magoaram”.

Imagem de Paulo Campos dos Reis
Imagem de Paulo Campos dos Reis após o incêndio no armazém das companhias de teatro
de Sintra