O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, manifestou-se esta quinta-feira “bastante preocupado” com a demissão do Conselho de Administração do Hospital Amadora/Sintra, temendo que isso implique atrasos na abertura da futura unidade hospitalar do concelho.
Em declarações à agência LUSA, afirmou que, “com esta demissão há duas perguntas que se colocam. O que se vai passar a seguir? Quando se demite a administração do Amadora/Sintra está-se a afetar a própria ULS (Unidade Local de Saúde). A ULS significa não só a gestão do Amadora/Sintra, mas a gestão do Hospital de Sintra e dos centros de Saúde”, referiu o autarca.
Basílio Horta falou após os membros do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra terem apresentado a sua demissão à ministra da Saúde e ao diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde.
“Estava à beira de abrir o Hospital e a pergunta é esta. Vai manter o calendário de abertura? Porque, se não vai, o problema é gravíssimo. Porque nós estamos a prejudicar 600 mil pessoas”, sublinhou o autarca, referindo-se à futura unidade hospitalar do concelho, que estava prevista abrir portas no início de abril deste ano.
Segundo Basílio Horta, o novo Hospital de Sintra, orçado em 65 milhões de euros, e que servirá 400 mil utentes, já está totalmente equipado e pronto para abrir portas.
“O que nos resta fazer neste momento é apelar ao primeiro-ministro que veja o que está a acontecer. Não pode ignorar que fomos a única câmara que fez um hospital e que investiu dinheiro. Posso garantir-lhe que, se o Hospital não abre em tempo útil, como foi prometido, nós vamos ter que tomar medidas que não são as mais agradáveis”, assegurou.

Segundo explicou, a Câmara de Sintra, poderá exigir ser ressarcida pelo Governo, caso se verifiquem atrasos na abertura do futuro Hospital.
“Terá que nos pagar os 64 milhões que investimos, com juros, e ficar com o hospital e então abri-lo quando quiser”, apontou.



