Incidentes na prisão do Linhó devido à greve dos guardas prisionais

A greve dos guardas prisionais coloca em causa visitas aos reclusos

Estabelecimento Prisional do Linhó (Sintra) Foto: Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional - arquivo

Reclusos no estabelecimento prisional do Linhó, incendiaram sacos do lixo em protesto contra greve dos guardas prisionais no Linhó. O fogo foi rapidamente controlado e os presos recolocados nas celas.

Viveram-se momentos de tensão na ala B da prisão do Linhó, em Sintra, na manhã deste domingo. No regresso ao recreio, alguns reclusos despejaram três caixotes e incendiaram o lixo.

O fogo foi rapidamente controlado e os presos recolocados nas celas, sem necessidade de acionar o grupo de intervenção de segurança prisional. Na origem destes incidentes, está a greve dos guardas prisionais que coloca em causa visitas aos reclusos e que levou ao fecho do bar da prisão.

Recorde-se, o Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) anunciou hoje que vai realizar um novo período de greve entre 16 de janeiro e 03 fevereiro e admitiu novas paralisações durante o ano.

O presidente do sindicato, Júlio Rebelo, disse à agência Lusa que a greve de 16 janeiro a 03 de fevereiro será o primeiro período deste ano, tencionado os guardas prisionais realizar mais paralisações ao longo de 2019, caso a tutela não mostre disponibilidade para resolver as principais reivindicações.

Em causa está a revisão do estatuto, atualização da tabela remuneratória, criação de novas categorias, novo subsídio de turno, alteração dos horários de trabalho e novas admissões.