Gabriela Canavilhas, na apresentação do 53º Festival Internacional de Música de Sintra 2018

Gabriela Canavilhas, a nova diretora artística do 53º Festival Internacional de Música de Sintra, apresentou, ao principio da tarde, na Sala da Música do Palácio Nacional de Queluz, o programa para o evento, que terá como tema de isnpiração “A Montanha Mágica” [numa clara referência literária a Thomas Mann], e pretende aliar a música à literatura.

“Sintra é uma montanha mágica, este apelo irresistível desta montanha que tem convocado ao longo dos séculos poetas, escritores, artistas, escultores, pintores, este apelo irresistível da montanha é algo que não podemos contornar quando queremos pensar num projeto cultural à volta de um símbolo e nesse sentido a montanha mágica é o nosso mote para esta programação”, destacou Gabriela Canavilhas.

Durante quatro semanas, entre quinta a domingo, o Festival conta com 19 concertos e cinco orquestras que vão atuar em nove locais diferentes, no concelho de Sintra.

Para Basílio Horta, este é “um festival diferente, um grande instrumento de cultura”, que frequenta os Palácios, “mas que não esquece os munícipes”, porque “vai às escolas e associações” continuando a ser um “evento cultural de altíssima qualidade, na Tapada das Mercês, no Pêgo Longo ou numa das Quintas de Sintra. Todos terão acesso a um evento cultural de altíssima qualidade”, regozija-se o presidente da Câmara de Sintra, sublinhando a importância de “descentralização da Cultura” a outros locais do concelho, “onde vivem as pessoas”, salientou o edil.

“Há uma responsabilidade de serviço público que é a união do concelho e nesse sentido é importante que o festival saia também dos palácios e dos espaços vocacionados para música clássica e vá ao encontro dos sítios mais recônditos do concelho, e com esta visão, vamos à Ulgueira, a Montelavar, às escolas, portanto é um processo de descentralização e vamos com projetos musicais de excelência, queremos programas de primeira qualidade”, explicou a diretora do Festival, Gabriela Canavilhas.

A terminar, Basílio Horta destacou o “conteúdo e a qualidade” do Festival: “Temos a música, o canto e a literatura ligada a Sintra que acompanha as diversas obras. Creio que é um conjunto perfeito que reflete bem o carater do nosso concelho”, sublinhou o presidente da Câmara de Sintra.

“Há uma responsabilidade de serviço público que é a união do concelho e nesse sentido é importante que o festival saia também dos palácios e vá ao encontro dos sítios mais recônditos do concelho” 

O evento conta com a participação de grande relevo internacional como o contratenor Maarten Engeltejes ou a mezzo-soprano Wallis Giunta e os The Myrten Ensemble – pela 1ª vez em Portugal, um dos maiores pianistas mundiais Boris Berezovsky e ainda Andrei Korobeinikov, para além de um vasto elenco de músicos como o violoncelista Alban Gerhardt, o Trio Arbós, Artis Quartet, Artur Pizarro, Valentina Lisitsa, António Rosado e cinco orquestras nacionais e agrupamentos corais entre outros solistas.

O Festival Internacional de Música de Sintra 2018, organizado pela Câmara Municipal de Sintra e com o apoio da Parques de Sintra Monte da Lua, dedica a sua 53ª edição ao tema “A Montanha Mágica” e realiza-se de 20 de setembro a 14 de outubro.

 

(Notícia atualizada às 15:37)