Secretário de Estado considera que tem havido défice na gestão das florestas

Portugal tem assistido a um défice de gestão da sua floresta

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, disse hoje, em Pombal, que desde o início da década de 1980 Portugal tem assistido a um défice de gestão da sua floresta.

“Por razões diversas, os sucessivos Governos não conseguiram criar instrumentos para que pudessem inverter essa tendência. Mas estamos hoje num momento de viragem, em que a evidência dos factos demonstram que a febre de plantar sem gerir conduz à ruptura de um flanco muito permeável à reacção dos ecossistemas”, referiu o governante.

Amândio Torres apresentou um projecto inovador de oferta pública de aquisição (OPA) de terrenos florestais espalhados pelo seu território, numa iniciativa que arranca antes do final do ano, com um orçamento de 150 mil euros.

Para que haja um melhor desempenho na gestão das áreas florestais, o secretário de Estado das Florestas defendeu o envolvimento de todas as entidades, entre elas as autarquias, e os incrementos de gestão técnica nas áreas baldias e a constituição de zonas de intervenção florestal (ZIF), “com vista à sua evolução para outras formas associativas”.

“É também necessário que se envolvam as indústrias de base florestal para que aumentem as áreas sob sua gestão, porque com o seu saber e competência já demonstraram, em diversos momentos, que podem, de forma positiva e proactiva, ampliar as superfícies de floresta com boas práticas de gestão, que importa desenvolver”, salientou.

lusa